PMI de serviços do Brasil registra 48,3 pontos em maio

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PMI de serviços do Brasil registra 48,3 pontos em maio (Foto: Divulgação) PMI de serviços do Brasil registra 48,3 pontos em maio

A queda no índice de produção do setor de serviços brasileiro diminuiu visivelmente em maio, com o fim da tendência recente de contração no volume de novos trabalhos. Embora as empresas tenham continuado reduzindo os postos de trabalho, a taxa de redução foi apenas moderada. Olhando para o futuro, as empresas esperam que o progresso da vacinação acabe com a pandemia, aumentando a demanda por serviços e, consequentemente, a atividade. Os resultados mais recentes destacaram um aumento mais suave, embora acentuado, nos custos de insumos, mas a inflação da produção subiu ao maior patamar em 67 meses.

Subindo de uma baixa de nove meses de 42,9 em abril para 48,3 em maio, o Índice de Atividade de Negócios do setor de Serviços da IHS Markit para o Brasil sinalizou a contração mais lenta na produção no atual período de cinco meses de redução. As empresas que relataram menor atividade de negócios vincularam a queda à pandemia da COVID-19 e ao fechamento de empresas. A queda foi contida por uma melhora no turismo receptivo e pela conquista de novos clientes entre algumas empresas.

Os participantes da pesquisa preveem um crescimento da produção no próximo ano, com o nível geral de sentimento positivo se fortalecendo em relação à baixa recente de abril. As empresas esperam que a pandemia recue à medida que a disponibilidade da vacina aumenta, estimulando a demanda e contribuindo para o crescimento da atividade. Algumas empresas planejam elevar os investimentos e financiar campanhas de marketing, enquanto outras pretendem diversificar suas ofertas.

Após contrair por quatro meses consecutivos, o índice de novos pedidos ficou praticamente estável em maio. As evidências indicaram que a demanda mostrou sinais provisórios de melhora em meio à suspensão de algumas restrições a viagens internacionais e publicidade bem-sucedida. Dito isso, várias empresas continuaram mencionando que a pandemia restringiu as vendas em suas unidades.
Houve um aumento acentuado nos novos negócios de exportação na metade do segundo trimestre. A taxa de expansão foi de fato a segunda mais rápida na história da série (desde setembro de 2014), atrás de fevereiro de 2015.

Os dados de maio continuaram apontando para o excedente de capacidade entre os prestadores de serviços, com volumes de negócios pendentes diminuindo pelo sétimo mês consecutivo. Além disso, os pedidos em atraso caíram a um ritmo acentuado, o mais rápido desde fevereiro.

Por sua vez, os números da folha de pagamento foram novamente reduzidos. A queda no índice de emprego foi a sexta em meses consecutivos, mas a mais fraca em 2021 até agora e apenas superficial, no geral. A taxa de inflação dos preços de insumos diminuiu para o menor patamar em três meses em maio, mas permaneceu acentuada e acima da média de longo prazo. Os membros da pesquisa relataram preços mais altos para energia, alimentos, combustível, produtos de higiene e equipamentos de proteção individual (EPI).

Os preços de venda não apenas aumentaram pelo sétimo mês consecutivo em maio, mas também ao ritmo mais rápido em mais de cinco anos e meio. As empresas atribuíram amplamente o aumento ao repasse de custos maiores para os clientes. Os aumentos mais intensos nos custos de insumos e inflação da produção foram observados na categoria Transporte e Armazenamento.

PMI Composto

Embora a atividade do setor privado brasileiro tenha diminuído novamente em maio, a taxa de contração foi superficial e a mais lenta desde fevereiro. O Índice Consolidado de Dados de Produção* subiu de 44,5 em abril, em uma baixa de dez meses, para 49,2. A atividade do setor de serviços caiu a um ritmo muito mais lento e a produção industrial voltou ao território de crescimento.

O índice de novos pedidos do setor privado aumentou em maio, encerrando uma sequência de quatro meses de redução. Novos negócios se estabilizaram na economia de serviços e cresceram no setor industrial. O índice de emprego no nível consolidado manteve-se amplamente estável na metade do segundo trimestre, com o crescimento dos fabricantes de produtos compensando a contração entre os prestadores de serviços. A taxa de inflação dos preços de insumos no setor privado diminuiu ainda mais em relação ao recorde registrado em março, mas permaneceu uma das mais fortes desde que os dados consolidados foram disponibilizados no início de 2007.

Aumentos mais lentos foram evidentes nas categorias de serviços e industriais.

Em contraste com a tendência dos custos de insumos, houve um aumento mais rápido nos preços de venda agregados. Na verdade, a taxa de inflação foi a mais forte observada na história da série. Os fabricantes viram novamente o aumento mais acentuado, apesar de a inflação ter diminuído em maio. Fabricantes de produtos e prestadores de serviços projetam um crescimento da produção ao longo dos próximos 12 meses.

O nível agregado de sentimento positivo melhorou para o maior patamar em três meses. As empresas do setor industrial estavam mais otimistas do que suas contrapartes de serviços.

(Redação – Investimentos e Notícias)