Setor público consolidado registra déficit de R$94,3 bi em abril

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Setor público consolidado registra déficit de R$94,3 bi em abril (Foto: Pexels) Setor público consolidado registra déficit de R$94,3 bi em abril

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$94,3 bilhões em abril, segundo dados do Banco Central (BC). O Governo Central, os governos regionais e as empresas estatais, déficits respectivos de R$92,2 bilhões, R$1,9 bilhão e R$195 milhões. No ano, até abril, o déficit primário acumulado do setor público consolidado atingiu R$82,6 bilhões, ante superávit de R$20 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$21,5 bilhões em abril, comparativamente a R$34,7 bilhões no mesmo mês de 2019. Contribuíram para essa evolução a redução na taxa Selic e no IPCA no período. No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$381,3 bilhões (5,23% do PIB), comparativamente a R$389,5 bilhões (5,58% do PIB) no acumulado até abril do ano anterior.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$115,8 bilhões em abril. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$545,7 bilhões (7,48% do PIB), elevando-se 1,24 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado até março.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
A DLSP alcançou R$3.845,3 bilhões (52,7% do PIB) em abril, aumento de 1,0 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse resultado refletiu, em especial, o impacto do déficit primário no mês (aumento de 1,3 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 0,3 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (aumento de 0,3 p.p.), e da desvalorização cambial de 4,4% no mês (redução de 0,8 p.p. do PIB). No ano, a relação DLSP/PIB reduziu-se 3,0 p.p., evolução decorrente, sobretudo, da desvalorização cambial acumulada de 34,6% (redução de 5,2 p.p.), do ajuste da paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (redução de 0,5 p.p.), do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,3 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 2,0 p.p.), e do déficit primário acumulado (aumento de 1,1 p.p.).

A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – alcançou R$5.817,9 bilhões em abril, equivalente a 79,7% do PIB, aumento 1,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Essa evolução decorreu de emissões líquidas de dívida bruta (aumento de 0,2 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 0,3 p.p.), do impacto da desvalorização cambial (aumento de 0,3 p.p.), e do efeito da variação do PIB nominal (aumento de 0,4 p.p.). No ano, o aumento de 3,9 p.p. na relação DBGG/PIB decorre da desvalorização cambial acumulada (aumento de 1,6 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 1,6 p.p.), das emissões líquidas de dívida (aumento de 1,2 p.p.) e do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,4 p.p.).

(Redação – Investimentos e Notícias)