Feninfra diz que Selic não pode onerar mais os custos das empresas

Segundo a presidente da Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicação e de Informática (Feninfra), Vivien Mello Suruagy, é preciso conter os riscos inflacionários, mas um aumento excessivo da Selic poderá inibir as empresas a buscarem crédito, dificultando a retomada do crescimento econômico. Para ela, é preciso um equilíbrio da Selic entre a meta monetária relativa ao IPCA e a prioridade de estimular a economia e gerar empregos.

Elevação da Selic encarece o crédito para produtores rurais

Segundo Fábio de Salles Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), "o novo ciclo de aumento da Selic está encarecendo o crédito rural nas instituições financeiras, dificultando sua contratação pelos produtores, podendo reduzir os investimentos no campo".

O executivo afirma que a preocupação é que o Plano Safra 2021/22, cujo anúncio deverá ser feito na próximo semana pelo Governo Federal, já possa refletir o movimento de juros mais elevados nas distintas linhas de financiamento.

BC eleva taxa Selic para 4,25% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 4,25% a.a. O BC informou que em relação ao cenário externo, estímulos fiscais e monetários em alguns países desenvolvidos promovem uma recuperação robusta da atividade econômica. No entanto, a incerteza segue elevada e uma nova rodada de questionamentos dos mercados a respeito dos riscos inflacionários nas economias pode tornar o ambiente desafiador para países emergentes.

Fed decide manter taxa de juros entre 0% e 0,25%

Nos Estados Unidos, o comitê de política monetária do Federal Reserve, o Fomc (na sigla em inglês), decidiu manter o intervalo da taxa básica de juros americana entre 0% e 0,25%. Essa foi a quarta reunião de política monetária do ano e o resultado veio de encontro com as expectativas do mercado.

Indicadores mostram evolução mais positiva, diz ata do Copom

No cenário externo, novos estímulos fiscais em alguns países desenvolvidos, unidos ao avanço da implementação dos programas de imunização contra a Covid-19, devem promover uma recuperação mais robusta da atividade ao longo do ano, mostra ata do Copom divulgada nesta terça-feira, 11. A presença de ociosidade, assim como a comunicação dos principais bancos centrais, sugere que os estímulos monetários terão longa duração. Contudo, questionamentos dos mercados a respeito de riscos inflacionários nessas economias podem tornar o ambiente desafiador para países emergentes.

Assinar este feed RSS