Juros mudam tendência de remuneração das debêntures

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Juros mudam tendência de remuneração das debêntures Foto: Divulgação

Segundo dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o perfil de remuneração das debêntures mudou em 2019 após diversos cortes na Selic, a taxa básica de juros.

 

De acordo com entidade, os papéis indexados ao DI + spread (variação do CDI no período acrescida de uma taxa prefixada) representam 53% das emissões primárias realizadas neste ano (até novembro), seguidos por aqueles atrelados apenas à taxa DI, que até então eram predominantes nas ofertas públicas, com 26,7%, e pelos vinculados à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), com 19,4%.

A partir do segundo semestre, quando o Banco Central passou a Selic de 6,5% para 6%, a mudança na forma de remuneração desses títulos privados ficou mais nítida. Com a redução dos juros para novos pisos históricos, as emissões adicionaram um prêmio ao DI para se adequarem ao novo cenário.

Nas simulações feitas pela Associação, um papel que rendia 110% do CDI quando os juros estavam a 14% equivalia a uma taxa DI + 1,32%. Com os juros a 4,5%, para se chegar ao valor de DI + 1,32% é necessário que o título renda 130% do CDI.

Caso o cenário se mantenha até o fim do ano, esta será a primeira vez desde 2015 que as debêntures atreladas ao DI + spread terão representatividade maior do que aquelas remuneradas apenas pelo percentual do DI.

Segundo a ANBIMA, no mesmo período de 2018, por exemplo, essa relação era invertida. Ou seja, os papéis indexados ao DI tinham parcela de 48,3% do total de ofertas, enquanto aqueles atrelados ao DI + spread representavam 33,6%.

(Redação - Investimentos e Notícias)