Mercado de capitais registra queda de 13,6% no 1S20

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Mercado de capitais registra queda de 13,6% no 1S20 Foto: Divulgação

A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) anunciou nesta terça-feira, 7, dados sobre o mercado de capitais. Segundo a instituição, aa empresas brasileiras emitiram R$ 150 bilhões em instrumentos do mercado durante o primeiro semestre de 2020.

Esse resultado representa queda de 13,6% em relação ao volume de R$ 173,8 bilhões captado no mesmo período do ano passado, em um reflexo à crise desencadeada pela Covid-19. Incluindo as operações no mercado externo (já convertidas em reais), o total deste ano sobe para R$ 217,5 bilhões, contra R$ 221,6 bilhões no mesmo intervalo de 2019.

As debêntures permaneceram na liderança, com 32,4% do volume total de captações no mercado até junho. O montante de R$ 48,6 bilhões é, entretanto, 50% menor do que o registrado no primeiro semestre de 2019 (R$ 98,6 bilhões). Vale ressaltar que no início da pandemia as emissões de notas promissórias foram destaque entre as emissões de renda fixa, como alternativas para o reforço dos caixas das empresas: em abril, bateram o recorde mensal de emissões e fecharam o semestre com R$ 18,9 bilhões, o que representa alta de 92% sobre o mesmo período do ano passado (R$ 9,9 bilhões).

Já em relação à renda variável, as ofertas deste ano representaram 24,6% do total emitido no mercado de capitais. O volume de R$ 36,9 bilhões apurado no primeiro semestre é 52,6% maior do que no mesmo intervalo de 2019. O destaque é para os follow-ons (ofertas subsequentes de ações), que atingiram R$ 32,6 bilhões.

Entre os IPOs (ofertas iniciais de ações), o total de R$ 4,3 bilhões é quase cinco vezes maior do que os R$ 772 milhões registrados entre janeiro e junho do ano passado. Desde o início da pandemia, 21 ofertas de ações foram interrompidas e duas canceladas. A partir de maio, quatro já foram retomadas.

Por fim, no mercado externo, 12 operações foram realizadas no semestre, totalizando R$ 67,4 bilhões. Os destaques foram as emissões de bônus do Tesouro e da Petrobras em junho, com volumes de R$ 16,4 bilhões (US$ 3,5 bi) e R$ 17,1 bilhões (US$ 3,3 bi), respectivamente.

(Redação - Investimentos e Notícias)