Volume de ofertas no mercado de capitais bate recorde em 2019

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Volume de ofertas no mercado de capitais bate recorde em 2019 Foto: Divulgação

Segundo dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o ano de 2019 está terminando no campo positivo para o mercado de capitais. Isso porque, o volume de ofertas de janeiro a novembro foi recorde, atingindo R$ 440,8 bilhões e superando a série histórica da Associação, que começou em 2002.

Além disso, o valor também registra alta de 60,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

"O mercado mostrou este ano sua capacidade de organização para acompanhar o crescimento das ofertas e das demandas. Ele está preparado para crescer ainda mais e, mantidas as condições atuais do cenário, as perspectivas para 2020 seguem positivas', afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da ANBIMA.

As ofertas de ações foram o principal motivo para o bom resultado, tendo em vista que elas conseguiram alcançar o maior volume da história (desconsiderando o valor subscrito pelo governo federal e por entidades relacionadas na operação da Petrobras em 2010).

Até novembro, as empresas brasileiras conseguiram captar o equivalente a R$ 78,3 bilhões, sendo 593,7% superior ao ano anterior.

Ao todo foram 36 ofertas ao mercado, entre IPOs (ofertas iniciais de ação) e follow-ons (emissões secundárias de ações), sendo que em 2018 houve apenas seis. Vale lembrar que, atualmente, outras quatro ofertas estão em andamento ou em análise na CVM, o que deve fazer 2019 fechar com números ainda maiores.

Os fundos de investimento representam os principais compradores de ações, com 43,5%. Os investidores estrangeiros aparecem com 42%.

Além disso, os fundos também passaram a adquirir mais papéis de renda variável, já que a taxa de juros se encontra em patamares baixos - em 2018, esse percentual era de 26,6%.

Em relação às emissões de debêntures, os papéis de infraestrutura também registraram volume recorde. Foram captados R$ 27 bilhões, resultado 19,3% superior frente ao mesmo período de 2018. Mais de 30% das emissões tiveram vencimento acima de sete anos. As demais debêntures, sem incentivo fiscal, totalizaram R$ 126,5 bilhões e 230 operações.

Os outros produtos de renda fixa, como notas promissórias, FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) também registraram avanço no volume de ofertas. Eles movimentaram R$ 29,8 bilhões, R$ 19,7 bilhões, R$ 11,4 bilhões e R$ 10,9 bilhões, respectivamente.

Os fundos imobiliários (híbridos entre renda fixa e variável) registraram a maior alta, atingindo 129,8% na comparação com janeiro a novembro de 2018, totalizando R$ 32,5 bilhões e 126 ofertas.

As pessoas físicas permanecem ampliando a participação nesses produtos: do total emitido, 52,8% ficou com esses investidores.

Por fim, no mercado externo, as captações das empresas foram mais enxutas. As operações somaram US$ 24,8 bilhões, superando o ano anterior em 61,1%.

(Redação - Investimentos e Notícias)