Vendas de imóveis novos crescem em fevereiro na capital paulista

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Vendas de imóveis novos crescem em fevereiro na Capital paulista Foto: Divulgação Vendas de imóveis novos crescem em fevereiro na Capital paulista

Com a comercialização de 5.009 unidades em fevereiro deste ano na capital paulista, a Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada mensalmente pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, registrou o melhor resultado em termos de vendas para um mês de fevereiro, desde o início de sua série histórica.

“Esse bom desempenho tem uma explicação. Como neste ano o Carnaval foi cancelado, as famílias que buscavam um imóvel voltaram a atenção para as visitas nos estandes de vendas, que ainda estavam abertos. Outro fator é a alta concentração de lançamentos no final de 2020, aumentando a quantidade de produtos disponíveis para os consumidores”, justifica Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Comparando-se as vendas de fevereiro com as 3.362 unidades comercializadas em janeiro de 2021, o crescimento foi de 49,0%. Já em relação às 4.189 unidades comercializadas em fevereiro de 2020, a variação foi de 19,6%.

As vendas acumuladas em 12 meses (março de 2020 a fevereiro de 2021) apresentaram crescimento de 1,1% em relação ao período de março de 2019 a fevereiro de 2020. “Apesar de um crescimento modesto, foram comercializadas 52.886 unidades no período, um recorde de vendas acumuladas em 12 meses”, destaca Petrucci.

Segmentação – As unidades com melhores desempenhos foram as de 2 dormitórios, com área útil entre 30 m² e 45 m², e preços de até R$ 240 mil. Os imóveis econômicos participaram com 61% do total comercializado no mês (3.071 unidades vendidas), superando a porcentagem média, que gira entre 49% a 50%.

No segmento de mercado de médio e alto padrão, a pesquisa identificou 1.938 unidades vendidas, 580 unidades lançadas e oferta final de 20.237 unidades.

Segundo dados apurados pelo Secovi-SP, foram lançadas 1.680 unidades na cidade de São Paulo. O resultado representa queda de 6,4%, quando comparado às 1.794 unidades lançadas em janeiro, e de -23,1% em relação às 2.184 unidades lançadas em fevereiro de 2020.

A oferta final de 42.561 unidades de fevereiro apresentou recuo de 6,6% em relação ao mês anterior (45.592 unidades), mas crescimento de 22,1% comparado à oferta de 34.846 unidades de fevereiro do ano passado. Essa redução é considerada normal no início do ano, em razão do empenho maior de vendas de lançamentos ocorridos nos meses finais do ano anterior.

“Os resultados de fevereiro foram bons porque os estandes estavam abertos, e os atendimentos ocorreram com total segurança, em cumprimento a todos os protocolos sanitários. Contudo, com o Estado de São Paulo regredindo, primeiro para a fase vermelha do Plano SP e na sequência para a fase emergencial, ainda mais restritiva que a anterior, acreditamos que os resultados de março serão bastante afetados”, opina Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Apesar de os canteiros de obras permanecerem abertos, em razão de a construção civil ser considerada área essencial, as atividades de vendas estão mais difíceis.

Insumos - Preocupação crescente do setor tem sido a contínua elevação dos preços dos insumos da construção. “O Secovi-SP tem apoiado as entidades parceiras nos pleitos junto ao Ministério da Economia, a fim de desonerar os tributos federais sobre o cimento e aço. O impacto maior será percebido na produção de imóveis econômicos, cuja participação no volume de vendas é das mais representativas”, ressalta Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

O ritmo da vacinação também tem deixado o setor bastante apreensivo. “A velocidade de imunização é decepcionante. É difícil compreender porque só agora, com mais de um ano de atraso, foi instituído um gabinete multidisciplinar para gerenciar a crise, algo que esperávamos ver constituído em março do ano passado”, destaca o dirigente.

A falta de direcionamento tem elevado o número de contaminados pela Covid-19 e, consequentemente, de mortes. “Mais de 300 mil famílias estão em luto no Brasil. Decerto que a suspensão de atividades não essenciais, toque de recolher e tudo que contribua para o distanciamento social são medidas inevitáveis. Mas chegará o momento de contabilizar se o vírus, a fome ou o desemprego matou mais”, lamenta o presidente do Secovi-SP.

Na segunda quinzena de fevereiro, o Secovi-SP aderiu à campanha Unidos pela Vacina, liderada pelo movimento Mulheres do Brasil. “Temos de agir, formar alianças e trabalhar pela solução desse enorme problema. O setor imobiliário não vai se omitir”, conclui Jafet.

(Redação - Investimentos e Notícias)