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Arrecadação Federal do Brasil Bate Recorde em 2025 com Crescimento de 3,65%

  • 22/01/2026 - 10h41
  • Atualizado 3 semanas atrás
  • 4 min de leitura

A arrecadação do governo federal teve alta real de 3,65% em 2025 sobre ano anterior, somando R$2,887 trilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira, no melhor resultado anual já registrado na série histórica do governo, iniciada em 1995.

O desempenho do ano foi ajudado por medidas arrecadatórias adotadas pelo governo ao longo da atual gestão e também reflete o desempenho da atividade econômica, que mostrou resiliência mesmo diante de uma política monetária restritiva implementada pelo Banco Central para controlar a inflação.

Em entrevista à imprensa, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que a arrecadação apresentou em 2025 “números bonitos”.

“Um crescimento importante, considerando inclusive o patamar alto do ano anterior, considerando inclusive receitas não recorrentes do ano anterior”, afirmou.

Em 2025, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de impostos de competência da União, cresceram 4,27% em termos reais frente a 2024, a R$2,763 trilhões.

Em relação à receita administrada por outros órgãos, que tem peso de royalties de petróleo, o dado caiu 8,40% no ano passado, a R$123,612 bilhões.

O desempenho total de dezembro também foi positivo e atingiu nível recorde de R$292,724 bilhões, com alta de 7,46% acima da inflação.

O dado do mês passado deu impulso à arrecadação acumulada ao longo do ano. Após atingir um pico de crescimento real acumulado no ano de 4,41% em julho, o dado passou a cair, em movimento atribuído aos juros restritivos, indo a 3,73% em agosto, 3,49% em setembro e 3,20% em outubro. Depois, subiu levemente a 3,25% de novembro, avançando a 3,65% em dezembro.

Medidas Arrecadatórias do Governo

  • Elevação de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
  • Taxação de apostas online
  • Reoneração da folha salarial de setores da economia
  • Limitação de compensações tributárias
  • Encerramento de benefícios direcionados ao setor de eventos

O IOF aparece entre os destaques de 2025, com arrecadação recorde de R$86,5, nível R$14,7 bilhões maior do que no ano anterior, uma alta de 20,5%.

Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, o ganho com IOF ficou cerca de R$2 bilhões acima do esperado inicialmente pelo governo quando a elevação de alíquotas entrou em vigor.

Também foram registrados ganhos nas receitas da Previdência (3,27%), Pis/Cofins (3,03%), Imposto de Importação (9,49%) e nas diversas formas de coleta de Imposto de Renda de empresas e pessoas físicas.

Ganhos por Setor

  • Entidades financeiras: R$40,5 bilhões a mais
  • Exploração de jogos de azar e apostas: +R$9,9 bilhões
  • Extração de petróleo e gás natural: +R$6,1 bilhões

O crescimento da arrecadação é fator determinante na busca do governo pela meta fiscal de 2025, estipulada em déficit zero para o ano, e que tem 0,25% do PIB de margem de tolerância.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar obtido após abatimento de despesas que não serão contabilizadas após decisão judicial, como precatórios e indenizações a aposentados.

Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025, que considera receitas e despesas, serão apresentados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no final de janeiro.

Para 2026, Barreirinhas disse que o ano marcará “definitivamente” uma mudança de postura da Receita, que atuará com visão orientadora para o bom contribuinte, não punitiva. Ele ponderou que o fisco será mais duro com devedores contumazes após o Congresso Nacional aprovar regras mais rígidas para sonegadores.

Segundo ele, o fisco estabeleceu como meta arrecadar neste ano R$200 bilhões por meio de negociações amigáveis para coleta de tributo sem litígio.

Dados da pasta mostram que o resultado da chamada “cobrança amigável” foi de R$177,5 bilhões em 2025.

(Com Reuters)

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