As autoridades do Banco Central Europeu não tinham pressa em reduzir as taxas de juros quando se reuniram no mês passado, uma vez que a incerteza permanecia excepcionalmente alta e era possível que não fosse necessária um afrouxamento adicional, segundo a ata da reunião de 29 e 30 de outubro divulgada nesta quinta-feira.
O BCE deixou as taxas de juros inalteradas na reunião, argumentando que a política monetária estava em uma “boa posição” já que a economia estava mostrando resiliência e a inflação estava firmemente dentro da meta.
Isso solidificou a confiança entre os investidores de que não haverá mais cortes nos juros este ano e os mercados agora veem apenas uma chance em três de mais afrouxamento em 2026.
“Continuou a haver um alto valor de opção em esperar por mais informações”, disse o BCE na ata da reunião de outubro. “O nível atual das taxas de juros deve ser visto como suficientemente robusto para gerenciar choques.”
Alguns até pensaram que o BCE poderia ter encerrado o ciclo de cortes.
“Foi expressada a opinião de que o ciclo de cortes havia chegado ao fim, uma vez que a atual perspectiva favorável provavelmente seria mantida, a menos que riscos se materializem”, acrescentou o BCE.
Desde a reunião, os dados econômicos solidificaram as apostas do mercado.
Indicadores sugerem que o bloco continua a crescer, embora em um ritmo não espetacular, e a inflação permanece firmemente em torno da meta de 2% do BCE.
No entanto, as conversas sobre cortes nos juros podem ser retomadas no próximo ano, quando a inflação deverá cair abaixo da meta do BCE, principalmente por causa do efeito de base, já que os preços da energia estão acentuadamente mais baixos.
Embora o BCE tradicionalmente ignore a volatilidade da inflação causada pelas oscilações dos preços da energia, algumas autoridades alertaram que as leituras abaixo da meta poderiam pesar sobre as expectativas de inflação e perpetuar um aumento anêmico dos preços.
(Com Reuters)