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Banco Central do Brasil Mantém Política Monetária Restritiva com Selic em 15% para Controlar Inflação

  • 16/10/2025 - 10h21
  • Atualizado 10 meses atrás
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O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou nesta quinta-feira que os dirigentes da instituição compreendem que a política monetária atual está mais restritiva do que em ciclos anteriores, e desejam que ela permaneça assim.

Durante evento do UBS BB em Washington, David disse que o nível atual da taxas de juros é o que “nos colocará no caminho certo”. Para ele, os dados recentes têm vindo em linha com o que é esperado pelo BC, mas a instituição precisa de mais números e de mais tempo para ver para onde a economia está indo.

O diretor lembrou que no fim de 2024 havia questionamentos sobre a eficácia da política monetária e sobre se a economia brasileira estaria em dominância fiscal — um entendimento que o BC nunca teve, segundo ele.

Por conta disso, conforme David, o BC decidiu ser restritivo “além do que seria necessário de outra forma”.

“Nós acreditamos que estamos mais restritivos do que em ciclos anteriores… e queremos continuar assim, e ver os efeitos defasados na economia. Esta é a fase em que estamos agora”, comentou.

Em sua decisão mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve a Selic em 15% ao ano e indicou a intenção de manter a taxa básica neste nível por “período bastante prolongado”, para conduzir a inflação para a meta contínua de 3%.

David disse ainda esperar que as expectativas de inflação do mercado, registradas no boletim Focus, convirjam nos próximos meses para a meta do BC.

Projeções de inflação

  • Inflação de 4,72% em 2025
  • Inflação de 4,28% em 2026
  • Inflação de 3,90% em 2027

Na avaliação do diretor do BC, uma das razões para que as expectativas do mercado para a inflação sigam desancoradas são as questões fiscais. Neste aspecto, David avaliou ainda que a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de pagar precatórios represados devido à PEC dos Precatórios, de 2021, também teve impactos para a política monetária.

Ao abordar os atritos comerciais recentes entre Estados Unidos e Brasil, David afirmou que, embora a tarifação norte-americana afete alguns setores específicos da economia, no nível macro os efeitos não são relevantes.

(Com Reuters)

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