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Banco Central Sinaliza Início de Flexibilização Monetária em Março, Mantendo Juros Restritivos para Controlar Inflação

  • 03/02/2026 - 08h20
  • Atualizado 7 meses atrás
  • 3 min de leitura

O Banco Central afirmou que a magnitude e a duração do ciclo de flexibilização monetária, que deve ser iniciado em março, serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises, mostrou nesta terça-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que enfatizou necessidade de juros ainda restritivos para domar a inflação.

“Essa decisão é compatível com o cenário atual, no qual sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre o nível de preços ainda dificultam a identificação de tendências claras”, disse o BC no documento, reafirmando seu compromisso com a meta de inflação de 3%.

Na semana passada, a autarquia decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano e indicou que iniciará um ciclo de corte de juros em março, mas enfatizou que manterá “a restrição adequada” para levar a inflação à meta.

O documento da reunião apontou que todos os membros da diretoria reafirmam a necessidade da manutenção do patamar de juros em níveis restritivos, até que se consolide não apenas o processo de redução da inflação como também a ancoragem das expectativas de mercado para os preços ao consumidor.

Essa visão, segundo a ata, se deve à “resiliência de fatores que pressionam preços tanto correntes quanto esperados, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho”, com rendimentos reais médios que têm mantido a tendência de elevação acima do crescimento da produtividade.

O Copom explicou que a decisão de sinalizar um corte de juros na reunião de março foi tomada após análise de informações como a dinâmica recente da inflação e os “sinais mais claros” de transmissão da política monetária para a economia, considerando suas defasagens.

Na discussão sobre a calibração dos juros, o BC destacou a melhora na inflação corrente e disse que as expectativas de mercado estão “menos distantes” da meta.

Projeções de Inflação

  • A previsão para o IPCA de 2026 no boletim Focus caiu de 4,16% antes do encontro do Copom em dezembro para 4,00% antes do Copom da semana passada.
  • Ficando inalterada em 3,80% para 2027.
  • E em 3,50% para 2028.

Na reunião, o Copom manteve seu balanço de riscos para a inflação à frente, citando chances mais elevadas tanto de baixa quanto de alta. No entanto, passou a apontar “alguma redução das incertezas concentradas nos horizontes mais próximos”.

Para o BC, o cenário externo segue incerto, mas condições recentes sugerem algum arrefecimento na incerteza.

“Elevações das tensões geopolíticas e seus desdobramentos seguem sendo monitorados, porém no contexto atual os preços das principais commodities permaneceram contidos, e as condições financeiras, favoráveis”, disse.

(Com Reuters)

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