Brasil contesta tarifas dos EUA sobre aço na OMC - Investimentos e Notícias Brasil contesta tarifas dos EUA sobre aço na OMC - Investimentos e Notícias
Mercado

Brasil contesta tarifas dos EUA sobre aço na OMC

  • 26/03/2025 - 17h20
  • Atualizado 9 meses atrás
  • 3 min de leitura

Documento apresentado pelo governo brasileiro ao Representante de Comércio dos Estados Unidos aponta que a tarifa sobre o aço aplicada pelo governo norte-americano viola regras legais da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pode alimentar uma espiral negativa de medidas recíprocas com potencial de prejudicar severamente a relação entre os dois países.

O documento, que é público, foi apresentado em uma consulta aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em fevereiro para que empresas, cidadãos e outros interessados nas questões tarifárias pudessem enviar suas questões.

O documento brasileiro foi oficialmente apresentado pelo governo aos técnicos norte-americanos na primeira rodada de negociações dos dois países.

No texto, o Brasil reconhece os esforços do governo dos EUA em promover desenvolvimento industrial e a criação interna de empregos, mas salienta que essas medidas deveriam seguir os acordos atuais existentes entre os dois países.

“O Brasil urge que os Estados Unidos deem prioridade ao diálogo e cooperação em vez da imposição unilateral de restrições comerciais, que trazem o risco de alimentar uma espiral negativa que pode prejudicar severamente nossa relação comercial mutuamente benéfica”, diz o texto.

O governo brasileiro ressalta ainda que todas as tarifas aplicadas na importação de produtos pelo Brasil seguem os parâmetros da OMC, inclusive a do etanol, citado nominalmente pelo governo dos EUA como uma tarifa alta — 18%.

“No mesmo setor de etanol e açúcar de cana, os EUA mantêm uma tarifa de US$340 por tonelada (o equivalente a aproximadamente 80% de taxas), o que penaliza as exportações brasileiras. O Brasil não aplica nenhuma tarifa de 80%”, aponta o documento.

Argumentos do Brasil sobre tarifas

  • A tarifa média do Brasil para importações norte-americanas é de 2,75%, com vários produtos com taxa zero.

Até o momento, o Brasil tenta negociar a imposição da taxa sobre o aço e o alumínio, que entrou em vigor em 12 de março. Mas, de acordo com uma fonte, há uma preocupação maior com o que o governo norte-americano deve anunciar na próxima semana.

O Brasil foi citado como um dos países que aplicaria altas tarifas contra os EUA, especialmente em etanol e madeira, e pode ser penalizado agora mais uma vez. Há o temor que mais produtos entrem nessa lista, ou que todas as exportações brasileiras passem a ser taxadas, o que já foi aventado pela Casa Branca.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou que, se não houver outra maneira, o governo brasileiro deve retaliar os EUA. Mas a ordem, por enquanto, é tentar resolver a questão na mesa de negociações.

(Com Reuters)

Mercado

Azul (AZUL4) Consegue Aprovação nos EUA para Reestruturação de Dívida com Investimento da American Airlines e United Airlines

Um juiz dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira a reestruturação da dívida da Azul, permitindo que a companhia aérea reduza mais de US$2 bilhões em dívidas e capte recursos por meio de uma nova oferta de direitos de subscrição de ações e investimento da American Airlines e da United Airlines. O juiz norte-americano, Sean Lane, […]

Mercado

Engie Brasil Energia (EGIE3) Avalia Transferência de Ações da Jirau Energia e Anuncia Juros sobre Capital Próprio

A Engie Brasil Energia informou nesta sexta-feira que o conselho de administração da companhia autorizou a adoção das providências necessárias à análise e estudos de viabilidade para transferência da totalidade das ações de emissão da Jirau Energia, segundo fato relevante. O conselho também autorizou a instalação de Comitê Especial Independente para Transações com Partes Relacionadas, […]

Mercado

Rede D’Or (RDOR3) Anuncia Pagamento de R$8,12 Bilhões em Dividendos e Juros Sobre Capital Próprio

A Rede D’Or informou nesta sexta-feira que seu conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos intermediários, dividendos intercalares e juros sobre capital próprio que, juntos, somam aproximadamente R$8,12 bilhões. De acordo com fato relevante divulgado pela empresa, foram aprovados R$5,62 bilhões em dividendos intermediários, correspondentes a R$2,55 por ação. Em relação ao dividendos intercalares, […]