Copom inicia 6ª reunião de 2023 do Copom para definir Taxa Selic Copom inicia 6ª reunião de 2023 do Copom para definir Taxa Selic
Mercado

Copom inicia sexta reunião de 2023 do Copom para definir Taxa Selic

  • 19/09/2023 - 12h53
  • Atualizado 2 anos atrás
  • 6 min de leitura

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa nesta terça-feira (19/09), a sexta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Por causa da forte queda da inflação nos últimos meses, o órgão deve reduzir a Selic, atualmente em 13,25% ao ano, para 12,75% ao ano. Esse será o segundo corte desde agosto, quando a autoridade monetária interrompeu o ciclo de aperto monetário.

No comunicado da última reunião, no início de agosto, o Copom informou que os diretores do BC e o presidente do órgão, Roberto Campos Neto, tinham previsto, por unanimidade, cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos encontros.

Segundo a edição mais recente do Boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica realmente cairá 0,5 ponto percentual, embora algumas instituições projetem corte de até 0,75 ponto. A expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerre o ano em 11,75% ao ano. Nesta quarta-feira (20), ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão.

Inflação

Na ata da última reunião, o órgão também informou que a evolução do cenário econômico e a forte queda da inflação permitiram “acumular a confiança necessária para iniciar um ciclo gradual de flexibilização monetária”. Após uma série de comunicados duros no início do ano, em que não descartava a possibilidade de elevar a Taxa Selic, o Copom mudou de tom por causa do comportamento dos preços.

Apesar do recuo da inflação, o Copom informou que alguns preços ainda estão subindo ou caindo menos que o previsto. De acordo com o órgão, a autoridade monetária reduzirá os juros de forma conservadora.

“Qualquer que fosse a decisão [corte de 0,25 ponto ou corte de 0,5 ponto na reunião passada], era consensual que um cenário com expectativas de inflação com reancoragem apenas parcial, núcleos de inflação ainda acima da meta, inflação de serviços acima do patamar compatível com a meta para a inflação e atividade econômica resiliente requer uma postura mais conservadora ao longo do ciclo de flexibilização da política monetária”, informou a ata da reunião de agosto.

Com a forte desaceleração dos índices de preços nos últimos meses, as expectativas de inflação têm caído. Segundo o último Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras, feita pelo BC, a estimativa de inflação para este ano passou de 4,93% para 4,86%.

Em agosto, puxada por habitação e saúde, o IPCA ficou em 0,23%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de acelerar em relação a julho, o indicador ficou abaixo das previsões por causa da queda do preço dos alimentos. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 3,23% no ano e de 4,61% nos últimos 12 meses.

Taxa Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia. É o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ela influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras.

A taxa Selic refere-se à taxa de juros apurada nas operações de empréstimos de um dia entre as instituições financeiras que utilizam títulos públicos federais como garantia. O BC opera no mercado de títulos públicos para que a taxa Selic efetiva esteja em linha com a meta da Selic definida na reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom).

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, que é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Data da reunião do CopomPeríodo de vigênciaMeta da Selic % a.a.
02/08/202303/08/2023 atual13,25
21/06/202322/06/2023 – 02/08/202313,75
03/05/202304/05/2023 – 21/06/202313,75
22/03/202323/03/2023 – 03/05/202313,75
01/02/202302/02/2023 – 22/03/202313,75
07/12/202208/12/2022 – 01/02/202313,75
26/10/202227/10/2022 – 07/12/202213,75
21/09/202222/09/2022 – 26/10/202213,75
03/08/202204/08/2022 – 21/09/202213,75
15/06/202217/06/2022 – 03/08/202213,25
04/05/202205/05/2022 – 16/06/202212,75
16/03/202217/03/2022 – 04/05/202211,75
02/02/202203/02/2022 – 16/03/202210,75
08/12/202109/12/2021 – 02/02/20229,25
27/10/202128/10/2021 – 08/12/20217,75
22/09/202123/09/2021 – 27/10/20216,25
04/08/202105/08/2021 – 22/09/20215,25
16/06/202117/06/2021 – 04/08/20214,25
05/05/202106/05/2021 – 16/06/20213,50
17/03/202118/03/2021 – 05/05/20212,75
20/01/202121/01/2021 – 17/03/20212,00
09/12/202010/12/2020 – 20/01/20212,00
28/10/202029/10/2020 – 09/12/20202,00
16/09/202017/09/2020 – 28/10/20202,00
05/08/202006/08/2020 – 16/09/20202,00
17/06/202018/06/2020 – 05/08/20202,25
06/05/202007/05/2020 – 17/06/20203,00
18/03/202019/03/2020 – 06/05/20203,75
05/02/202006/02/2020 – 18/03/20204,25
11/12/201912/12/2019 – 05/02/20204,50
30/10/201931/10/2019 – 11/12/20195,00
18/09/201919/09/2019 – 30/10/20195,50
31/07/201901/08/2019 – 18/09/20196,00
19/06/201921/06/2019 – 31/07/20196,50
08/05/201909/05/2019 – 20/06/20196,50
20/03/201921/03/2019 – 08/05/20196,50
06/02/201907/02/2019 – 20/03/20196,50
12/12/201813/12/2018 – 06/02/20196,20
31/10/201801/11/2018 – 12/12/20186,50
19/09/201820/09/2018 – 31/10/20186,50
01/08/201802/08/2018 – 19/09/20186,50
20/06/201821/06/2018 – 01/08/20186,50
16/05/201817/05/2018 – 20/06/20186,50
21/03/201822/03/2018 – 16/05/20186,50
07/02/201808/02/2018 – 21/03/20186,75
06/12/201707/12/2017 – 07/02/20187,00
25/10/201726/10/2017 – 06/12/20177,50
06/09/201708/09/2017 – 25/10/20178,25
26/07/201727/07/2017 – 06/09/20179,25
31/05/201701/06/2017 – 26/07/201710,25
12/04/201713/04/2017 – 31/05/201711,25
22/02/201723/02/2017 – 12/04/201712,25
11/01/201712/01/2017 – 22/02/201713,00
Fonte: Banco Central

Como a Taxa Selic é definida?

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta de inflação

Para 2023, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior é 4,75%. Para 2024 e 2025, as metas são de 3% para os dois anos, com o mesmo intervalo de tolerância.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária reconhece que a possibilidade do estouro da meta de inflação neste ano é de 83%. No documento, a estimativa é que o IPCA atingirá 5,8% em 2023. O próximo relatório será divulgado no dia 29 de junho.

Como a taxa Selic afeta a sua vida?

A Selic é um indicador importante e afeta a vida das pessoas em diferentes maneiras. Em momentos de alta da taxa, os juros tendem a ser maiores, o que tende a reduzir os pedidos de crédito no país. O oposto também acontece: com a Selic mais baixa, o custo para pedir crédito também diminui e mais pessoas começam a fazer pedidos no mercado.

E para quem investe, alguns tipos de investimento estão atrelados à Selic, ou seja, rendem mais quando o indicador está mais alto. Em agosto de 2020, a taxa atingiu o seu menor nível histórico (2,0% ao ano). Desde então, muitos investidores começaram a rever sua estratégia para buscar opções que oferecessem melhores resultados.

Para descobrir qual é a aplicação de Renda Fixa mais adequada para a sua realidade e objetivos, você pode fazer simulações desses investimentos. Com o simulador de Renda Fixa da Toro, é possível compará-los gratuitamente e descobrir qual vai render mais, considerando a taxa Selic atual.

Mercado

Bitcoin Hoje: Turbulência no Mercado de Criptomoedas Afeta Ações de Empresas Globais e Pressiona Compradoras de Bitcoin

A turbulência no mercado de moedas digitais está pressionando as ações de empresas em todo o mundo que possuem bitcoin e outras criptomoedas como modelo de negócio, gerando preocupações sobre possíveis tensões mais amplas no setor. O número de empresas de capital aberto que investiram em criptomoedas na esperança de que elas se valorizassem disparou […]