A deflação do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) se intensificou mais do que o esperado em junho, com o recuo dos preços no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.
Em junho, o IGP-DI teve queda de 1,80%, depois de cair 0,85% no mês anterior. A expectativa em pesquisa era de taxa negativa de 1,58%.
Com isso, o índice passou a acumular em 12 meses avanço de 3,83%.
No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, recuou 2,72%, de queda de 1,38% no mês anterior.
Queda de Preços nos Estágios
- Matérias-Primas Brutas: deflação de 4,95% no mês, depois de caírem 2,86% em maio.
- Minério de ferro: caiu 6,96% em junho, de queda de 2,15% no mês anterior.
- Café em grão: queda de 15,18%, de um recuo de 1,26% anteriormente.
“As matérias-primas brutas explicam a queda da taxa de variação do IPA, índice de maior peso no IGP-DI. O café, por exemplo, vem registrando quedas expressivas nos preços ao produtor, o que já começa a impactar os preços no varejo, inicialmente apresentando desaceleração mais acentuada”, destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
“Da mesma forma, as quedas expressivas do minério de ferro, insumo básico na produção de aço, têm ocasionado repasses menores nos materiais metálicos para estruturas no INCC”, completou.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — mostrou que a pressão aos consumidores diminuiu ao desacelerar a alta a 0,16% em junho, de 0,34% em maio.
O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou aceleração da alta a 0,69% em junho, de 0,58% antes.
O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
(Com Reuters)