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Dólar Hoje: Leves Baixas com Medidas Comerciais dos EUA no Radar e Impactos para o Brasil

  • 21/07/2025 - 09h41
  • Atualizado 7 meses atrás
  • 3 min de leitura

O dólar à vista registrava leves baixas contra o real nesta segunda-feira, com os investidores ainda atentos aos desdobramentos das medidas comerciais do governo dos Estados Unidos contra o Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana também caía ante a maior parte das demais divisas.

Às 10h22, o dólar à vista caía 0,36%, a R$5,5676 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,27%, a R$5,5775.

Em entrevista à CBN nesta manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistirá na negociação comercial com os EUA, mas não descarta a possibilidade do prazo de 1º de agosto para imposição de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros chegar sem que o Brasil tenha recebido uma resposta dos norte-americanos.

Haddad afirmou ainda que o governo avalia implementar instrumentos de apoio a setores da economia impactados pela tarifa dos Estados Unidos, acrescentando que não necessariamente haverá impacto fiscal com a implementação dessas medidas.

“Pode ser que nós tenhamos que recorrer a instrumentos de apoio a setores que injustamente estão sendo afetados”, disse ele, sem detalhar as possíveis ações.

Na sexta-feira, na mais recente medida contra o Brasil, os EUA restringiram vistos para autoridades do Judiciário brasileiro e seus familiares imediatos, citando novamente objeções aos processos legais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Possíveis Novas Ações dos EUA

  • Promessa de novas sanções contra o Brasil ao longo da semana.
  • Aumento das tarifas para 100% cogitado pela imprensa.
  • Imposição da Lei Magnitsky para algumas autoridades.
  • Proibição de aviões brasileiros sobrevoarem os EUA.
  • Desligamento do GPS e descredenciamento do sistema Swift.

“Não é possível saber o que acontecerá. Mas o cenário piorou muito e escala rapidamente. Observamos que alguns bancos estrangeiros retiraram recomendações de venda de dólar e aplicações em taxa prefixada”, acrescentou.

Na sexta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,72%, a R$5,5875.

Do lado norte-americano, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira que o governo está mais preocupado com a qualidade dos acordos comerciais do que com o tempo.

“Não vamos nos apressar para fechar acordos”, disse Bessent em uma entrevista à CNBC, referindo-se às negociações com os diversos países. Questionado se o prazo de 1º de agosto para os países fecharem um acordo comercial poderia ser prorrogado no caso de quem já está envolvido em negociações produtivas com Washington, Bessent afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, é que decidirá sobre isso.

Às 10h24 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,32%, a 98,084.

O Banco Central fará nesta sessão um leilão de até 10.500 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de agosto de 2025.

(Com Reuters)

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