O dólar aprofundou suas perdas ante o real na manhã desta sexta-feira, acompanhando o recuo da moeda norte-americana frente às demais divisas no exterior, após relatório de emprego dos Estados Unidos reforçar a perspectiva de corte de juros pelo Federal Reserve em setembro.
Às 9h48, o dólar à vista caía 0,76%, a R$5,4059 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,85%, a R$5,4350.
A moeda norte-americana já iniciou a sessão em baixa, com investidores à espera dos dados do relatório payroll. Com a divulgação dos números às 9h30, que vieram piores que o esperado, a queda das cotações se aprofundou.
A economia dos EUA criou 22 mil postos de trabalho em agosto, abaixo dos 75 mil postos da mediana de pesquisa com economistas. A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 4,3%, em linha com o projetado.
Após a divulgação dos números, os rendimentos dos Treasuries apresentavam fortes baixas, em meio à leitura de que o caminho para o Fed cortar juros este mês está aberto. Às 9h55, o rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 10 pontos-base, a 3,489%.
A perspectiva de corte de juros nos EUA fazia o dólar aprofundar perdas não apenas ante o real, mas também em relação às demais divisas no exterior. O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,60%, a 97,640.
Internamente, parte das atenções do mercado estará voltada para entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, convocada nesta manhã para as 11h.
Participantes da Coletiva
- Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
- Izabela Correa, diretora de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta
- Gilneu Vivan, diretor de Regulação
O tema da coletiva são as medidas de reforço da segurança do Sistema Financeiro Nacional aprovadas em reunião da diretoria do BC. Uma das medidas será a criação de um teto para transferência de recursos por Pix e TED.
(Com Reuters)