O enviado dos Estados Unidos Steve Witkoff conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, no Kremlin, nesta quarta-feira, dois dias antes do fim do prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para a Rússia concordar com a paz na Ucrânia ou enfrentará novas sanções. Witkoff voou para Moscou em uma missão de última hora para buscar um avanço na guerra de 3 anos e meio que começou com a invasão em grande escala da Rússia. A TV estatal russa mostrou um breve trecho dele apertando a mão de Putin no início da reunião. Trump, cada vez mais frustrado com Putin pela falta de progresso em direção à paz, ameaçou impor tarifas pesadas aos países que compram exportações russas. Ele está exercendo uma pressão especial sobre a Índia, que, juntamente com a China, é um grande comprador de petróleo russo. O Kremlin afirma que as ameaças de penalizar os países que comercializam com a Rússia são ilegais. Não ficou claro o que a Rússia poderia oferecer a Witkoff para evitar a ameaça de Trump. A Bloomberg e a agência de notícias independente russa The Bell informaram que o Kremlin poderia propor uma moratória sobre os ataques aéreos — uma ideia que foi mencionada na semana passada pelo presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, durante uma reunião com Putin. Tal medida, se acordada, ficaria muito aquém do cessar-fogo total e imediato que Ucrânia e os EUA vêm buscando há meses. Mas ofereceria algum alívio para ambos os lados. Desde que os dois lados retomaram as negociações diretas de paz em maio, a Rússia realizou seus ataques aéreos mais pesados da guerra, matando pelo menos 72 pessoas somente na capital Kiev. Na semana passada, Trump chamou os ataques russos de “repugnantes”. A Ucrânia continua atacando as refinarias e os depósitos de petróleo russos, que já foram atingidos várias vezes. Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, afirmou na quarta-feira que é necessário um cessar-fogo total e uma cúpula de líderes. “A guerra precisa acabar e, por enquanto, isso é com a Rússia”, postou ele no Telegram. (Com Reuters)