A exportação de soja do Brasil deve alcançar cerca de 4,4 milhões de toneladas em novembro, 300 mil toneladas a menos na comparação com a previsão da semana anterior, estimou nesta terça-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
Apesar disso, os embarques da oleaginosa do país, maior exportador mundial, deverão aumentar pouco mais de 2 milhões de toneladas na comparação anual.
No acumulado de janeiro a novembro, a Anec projeta 105,9 milhões de toneladas, já um novo recorde, superando as 97,3 milhões de toneladas de todo o ano passado, com o Brasil tirando proveito da demanda chinesa e de uma safra recorde ao longo de 2025.
A associação também reduziu em 168 mil toneladas a projeção de embarques de farelo de soja, para 2,50 milhões de toneladas, mas o volume mensal ainda será recorde para todos os meses, confirmando avaliação da semana passada.
O recorde anterior para o farelo foi registrado pela associação de tradings em outubro do ano passado, quando o Brasil exportou 2,46 milhões de toneladas.
No ano, os embarques também caminham para nova máxima histórica, com a demanda externa aquecida. Até novembro, a projeção é de embarques de 21,6 milhões de toneladas, versus 22,8 milhões em 2024 completo, maior marca anual registrada até o momento.
A exportação de milho em novembro foi prevista em 6,11 milhões de toneladas, versus 6,36 milhões na semana anterior, mas um aumento de mais de 1 milhão de toneladas no comparativo anual.
Até novembro, a Anec projeta exportações de 35,7 milhões de toneladas, versus 37,8 milhões entre janeiro e dezembro de 2024.
(Com Reuters)