Governo Federal Reduz Contingenciamento de Gastos e Ajusta Receita para Cumprir Meta Fiscal - Investimentos e Notícias Governo Federal Reduz Contingenciamento de Gastos e Ajusta Receita para Cumprir Meta Fiscal - Investimentos e Notícias
Mercado

Governo Federal Reduz Contingenciamento de Gastos e Ajusta Receita para Cumprir Meta Fiscal

  • 22/07/2025 - 17h01
  • Atualizado 5 meses atrás
  • 4 min de leitura

O governo federal apontou nesta terça-feira necessidade de uma contenção de R$10,7 bilhões nos gastos dos ministérios para cumprir regras fiscais, valor menor do que os R$31,3 bilhões apontados em avaliação feita em maio, e também passou a prever que a meta fiscal deste ano será cumprida.

Em relatório de avaliação de receitas e despesas, os ministérios da Fazenda e do Planejamento apontaram uma melhora de receitas, que permitirá reversão total do contingenciamento de R$20,7 bilhões anunciado em maio para respeitar a meta fiscal.

Será necessário um bloqueio de R$10,7 bilhões para obedecer o limite de gastos, ligeiramente acima da previsão anterior de R$10,6 bilhões.

O detalhamento dos cortes e das liberações de recursos por ministério será apresentado até o fim do mês pelo governo. O descongelamento deve incluir uma reabertura de R$4,7 bilhões em emendas parlamentares que estavam contingenciadas, informou o Planejamento.

Segundo o governo, a previsão para o resultado primário de 2025 é de déficit de R$26,3 bilhões, tecnicamente dentro da meta de déficit zero para o ano, que possui uma banda de tolerância de 0,25% do PIB, o equivalente a cerca de R$31 bilhões. Em maio, a previsão apontava para um rombo de R$51,7 bilhões.

A projeção para o resultado do ano desconsidera quase R$50 bilhões em desembolsos com precatórios que não serão computados na meta fiscal após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

A mudança significativa na previsão para o resultado fiscal se deve majoritariamente a uma elevação de R$27,1 bilhões na projeção da receita líquida do governo, que exclui transferências a Estados e municípios, a R$2,346 trilhões.

Nessa conta, foram incluídos R$17,9 bilhões a mais em receitas relacionadas à exploração de recursos naturais. A maior parte desse valor diz respeito ao leilão de áreas da União no pré-sal ainda não contratadas, a ser realizado neste ano, que deve gerar uma arrecadação de R$14,8 bilhões, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

Entre tributos administrados pela Receita Federal, o maior impulso foi no Imposto de Renda, um ganho de R$12,2 bilhões na comparação com a previsão feita em maio.

Do lado das despesas, houve um aumento de R$5 bilhões, a R$2,420 trilhões, com elevação de custos como o do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Em entrevista à imprensa, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, apontou uma “boa recuperação” da arrecadação em maio e junho, o que ajudou a melhorar as projeções.

“O quadro está de acordo com a nossa estratégia, uma estratégia de limitar a despesa e fazer a recomposição fiscal”, disse.

Segundo ele, mesmo que a lei preveja que a meta fiscal será cumprida se o resultado ficar dentro da margem de tolerância, a equipe econômica adotará ações gerenciais para buscar atingir o centro do alvo.

Na última revisão oficial das contas, em maio, o congelamento de verbas só não foi maior porque o governo anunciou simultaneamente uma elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para uma série de operações de crédito, câmbio e previdência.

A iniciativa abriu um embate entre Executivo e Congresso Nacional, que só foi resolvido no Supremo Tribunal Federal (STF) com a validação da maior parte do aumento do tributo pelo ministro da corte Alexandre de Moraes.

No momento, estão em vigor o IOF mais alto sobre operações de câmbio, crédito e previdência, com algumas alíquotas recalibradas após recuo do governo, além de uma medida provisória editada para compensar essa reversão parcial. A MP eleva a taxação sobre “bets” e institui tributação sobre títulos atualmente isentos, entre outros pontos.

(Com Reuters)

Mercado

Produção da PetroReconcavo (RECV3) Aumenta 1% em Novembro com Destaque para Ativo Bahia e Campo de Tiê

A Petroreconcavo informou nesta sexta-feira que a produção média do mês de novembro foi de 25,1 mil boe/dia, o que representa um aumento de 1% na comparação com o mês anterior, segundo comunicado. O incremento se deu, principalmente, da produção dos workovers realizados no Ativo Bahia, além dos efeitos iniciais de estabilização decorrentes do programa […]

Mercado

Ibovespa Despenca 4,31% com Anúncio de Candidatura de Flávio Bolsonaro; Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Petrobras (PETR4) em Queda

O Ibovespa desabou mais de 4% nesta sexta-feira, na maior queda em um dia desde fevereiro de 2021, em correção desencadeada pelo anúncio de que o senador Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo pai para ser candidato a presidente da República em 2026. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 4,31%, a 157.369,36 […]

Mercado

Mercado de Ações dos EUA Fecha em Alta com Expectativas de Corte de Juros pelo Fed; Netflix e Warner Bros em Destaque

As ações dos EUA encerraram a semana de negociações com leves ganhos nesta sexta-feira, já que os últimos dados econômicos mantiveram intactas as elevadas expectativas de um corte na taxa de juros do Federal Reserve na próxima semana. Na esteira da paralisação de 43 dias do governo, os participantes do mercado têm digerido dados econômicos […]