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Governo Lula Propõe Alíquota Unificada de 17,5% para Imposto de Renda sobre Aplicações Financeiras

  • 09/06/2025 - 11h01
  • Atualizado 1 ano atrás
  • 2 min de leitura

O governo Luiz Inácio Lula da Silva vai propor uma alíquota unificada de 17,5% de Imposto de Renda sobre rendimentos de aplicações financeiras, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

Segundo as fontes, a alíquota de 17,5% valerá para todas as aplicações, exceto as incentivadas. Com isso, ganhos de operações como as de renda fixa e ações serão impactados.

Para os títulos incentivados, que atualmente são isentos, haverá uma alíquota de 5%, disseram as fontes, em ponto já antecipado na noite de domingo pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Pela regra atualmente em vigor, instrumentos de renda fixa em geral — como Certificado de Depósito Bancário (CDB) e títulos do Tesouro Nacional — têm alíquotas que ficam menores quanto mais longo for o prazo da aplicação.

Alíquotas atuais para renda fixa

  • Resgates feitos em até 180 dias têm incidência de IR de 22,5%.
  • As cobranças caem para 20% no caso de aplicações de 181 a 360 dias.
  • Descem a 17,5% para as de 361 a 720 dias.
  • Chegam a 15% para as superiores a 720 dias.

No caso de ações, o ganho de capital de operações comuns são hoje tributadas em 15%, enquanto as de “day trade” têm incidência de 20%.

Pela nova regra, a cobrança será de 17,5% para todas as aplicações, incluindo renda fixa e ações, independentemente de prazos.

Em 2021, o então ministro da Fazenda, Paulo Guedes, chegou a propor uma unificação de alíquotas de IR sobre ganhos com renda fixa, mas a incidência sugerida foi de 15%. O texto, no entanto, não foi aprovado pelo Congresso Nacional.

Papéis atualmente isentos

  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)
  • Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
  • Debêntures incentivadas

Para esses instrumentos, incidirá a alíquota de 5%.

(Com Reuters)

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