O conselho deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu convocar trabalhadores da Petrobras para uma greve de advertência de 24 horas em 26 de março, em defesa do teletrabalho e de outras melhorias das condições de trabalho, segundo comunicado da FUP nesta quinta-feira.
A paralisação será submetida à aprovação da categoria em assembleias até o dia 23, explicou a FUP, que representa 12 sindicatos de petroleiros pelo Brasil.
Normalmente, a Petrobras conta com equipes de contingência em movimentos grevistas, tornando-se muito difícil que haja impactos em suas operações, principalmente em paralisações de curto prazo.
Pauta de reivindicações
- A defesa do teletrabalho com regramento negociado coletivamente.
- Oposição à redução da remuneração variável dos trabalhadores.
- Recomposição dos efetivos e garantia de segurança em todo o Sistema Petrobras, nas prestadoras de serviço e durante o período de manutenção.
- Defesa da entrada em operação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).
- Fim dos equacionamentos da Petros.
- Criação de um plano de cargos e salários “justo e isonômico”.
Atualmente, o regime de trabalho para as áreas administrativas e escritórios da Petrobras prevê dois dias presenciais, sendo que a empresa pretende ampliar para três dias a partir de 7 de abril, sem ter acordo com os sindicatos, segundo a FUP.
“Na terça-feira, 11, dirigentes da FUP e representantes da Petrobras estiveram reunidos na sede da empresa, no Rio, para tratar da negociação sobre o teletrabalho. As partes não chegaram a um acordo”, disse a FUP, em nota.
(Com Reuters)