O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou um pouco mais do que o esperado por analistas em fevereiro, em alta de 1,06%, depois de ter avançado 0,27% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.
O dado veio ligeiramente acima da expectativa em pesquisa com analistas de alta de 1,03%. Com o resultado do mês, o índice passou a acumular avanço de 8,44% em 12 meses.
“No IPA, ovos e café se destacaram, impulsionados pela forte elevação das temperaturas, que reduziu a produtividade e limitou a oferta”, apontou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
“Nos preços ao consumidor, gasolina e tarifas de energia elétrica tiveram impacto significativo, refletindo o reajuste do ICMS e a retirada do bônus de Itaipu”, completou.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu 1,17% em fevereiro, registrando forte aceleração depois da alta de 0,24% no mês anterior.
Destaques do IPA
- Ovos: +21,60% em fevereiro, de +3,50% em janeiro
- Café em grão: +13,04% em fevereiro, de +10,45% em janeiro
- Café torrado e moído: +13,62% em fevereiro, de +12,00% em janeiro
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, também acelerou e teve alta de 0,91% no período, depois de ter avançado 0,14% em janeiro, com aceleração em cinco das oito classes que compõem o número.
O grupo Habitação apresentou alta de 1,49% em fevereiro, depois de cair 1,65% no mês anterior, com destaque para o subitem tarifa de eletricidade residencial (+5,52% em fevereiro, de -9,81% em janeiro).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, desacelerou e passou a subir 0,51% em fevereiro, de uma alta de 0,71% em janeiro.
O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
(Com Reuters)