A Latam espera receber 12 aeronaves da Embraer no próximo ano, com as primeiras entregas previstas para o fim de outubro, disse nesta segunda-feira o presidente da Latam Brasil.
O executivo afirmou, em conferência com jornalistas, que os destinos e a operação da nova frota ainda estão sendo definidos.
“A gente ainda não anuncia os destinos da frota Embraer porque estamos refinando exatamente onde elas vão operar, como vão operar e as datas exatas de início”, afirmou.
O executivo destacou que há possibilidade de parte das entregas previstas para 2027 ser direcionada a outros países do grupo. “As primeiras 12 com certeza chegam (ao Brasil), as segundas 12 a gente ainda não definiu”, disse.
Ele afirmou que a companhia vive “um momento excelente”, o que permitirá a abertura de novas rotas rentáveis já no primeiro semestre de 2026, mesmo antes da chegada da frota Embraer. Entre as novidades estão voos domésticos como Guarulhos-Uberaba, Guarulhos-Juiz de Fora, Brasília-Campina Grande e Guarulhos-Caldas Novas. No internacional, a Latam lançará Guarulhos-Amsterdã em abril, Guarulhos-Bruxelas em junho e Guarulhos-Cidade do Cabo em setembro.
Novas Rotas
- Guarulhos-Uberaba
- Guarulhos-Juiz de Fora
- Brasília-Campina Grande
- Guarulhos-Caldas Novas
- Guarulhos-Amsterdã em abril
- Guarulhos-Bruxelas em junho
- Guarulhos-Cidade do Cabo em setembro
Com as novas rotas, a empresa deve atingir 63 destinos domésticos e 28 internacionais a partir do Brasil, ante 59 aeroportos atendidos este ano e 44 antes da pandemia.
O executivo também afirmou que a Latam tem intenção de acessar os recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), mas disse que as condições atuais dificultam a utilização pelas três grandes companhias aéreas que operam no Brasil: Latam, Gol e Azul.
“É óbvio que sempre depende da taxa e das condições, e é exatamente isso que está sendo discutido agora”, afirmou. “Com as condições definidas recentemente, nenhuma das três companhias conseguiria tocar o recurso. Então é como anunciar um recurso que ninguém consegue utilizar.”
Segundo ele, as regras atuais exigem níveis de crescimento em determinadas rotas e condições econômicas que não são factíveis para as empresas. “Se nenhuma das três consegue acessar o recurso, infelizmente o objetivo do Fnac não é alcançado”, disse, acrescentando que espera novas discussões nas próximas semanas para tornar o fundo acessível.
(Com Reuters)