O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial de R$4,01 bilhões no terceiro trimestre, alta de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado, em resultado marcado por melhora na rentabilidade e em margem financeira com clientes, mas aumento em provisões de crédito.
O lucro superou a média das previsões de analistas compiladas pela LSEG, que indicava lucro de R$3,71 bilhões para o terceiro trimestre.
A provisão para crédito do Santander Brasil aumentou 10,5% ano a ano, para R$7,51 bilhões, enquanto a recuperação avançou 8%, para R$986 milhões, com o resultado da PDD em R$6,524 bilhões, alta de 10,9% na comparação com o terceiro trimestre de 2024. Na base trimestral, a provisão caiu 3,2% e a recuperação cresceu 10,1%, com declínio de 4,9% no resultado de PDD.
O banco relacionou a piora na comparação anual ao cenário macroeconômico, citando juros altos tendem a elevar o nível de endividamento das famílias e aumentar os pedidos de recuperação judicial. Também citou ainda efeito da resolução 4.966.
A margem financeira bruta cedeu 0,1% ano a ano, para R$15,2 bilhões, com aumento de 11,1% na margem com clientes, para quase R$16,6 bilhões, mas forte piora na margem com o mercado, que ficou negativa em R$1,3 bilhão, ante resultado positivo de R$325 milhões um ano antes.
Ainda assim, o retorno sobre o patrimônio da unidade brasileira do banco espanhol Santander atingiu 17,5%, de 16,4% no trimestre anterior e 17% um ano antes.
O banco fechou o terceiro trimestre com carteira de crédito ampliada de R$688,8 bilhões, alta de 3,8% ano a ano, enquanto o índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,4% em setembro, de 3,1% em junho e 3,2% um ano antes, afetado tanto por pessoa física, pelo segmento de menor renda, como pessoa jurídica, principalmente em segmentos de menor faturamento.
O NPL formation somou R$6.637 milhões no terceiro trimestre, aumento de 1,1% no trimestre e de 12,5% no ano. A relação entre o NPL formation e a carteira de crédito atingiu 1,23%, acréscimo de 0,03 ponto percentual no trimestre, segundo o banco, reflexo da rolagem de parte dos atrasos do primeiro semestre de 2025.
Desempenho no Segmento Rural
- No segmento rural, a carteira de crédito pessoa física caiu 16,5% ano a ano.
- A carteira de crédito pessoa jurídica registrou declínio de 7,8%.
Ao final de setembro, o Santander Brasil tinha um índice de Basileia de 15,2% e um índice de capital principal de 11,7%. O banco tinha 961 lojas, de 1.036 em junho e 1.292 em setembro de 2024. Os pontos de atendimento bancários também foram reduzidos, para 828 unidades, assim como o número de funcionários, para 51.747, de 53.918 em junho e 3.288 a menos que um ano antes.
(Com Reuters)