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Ministro da Fazenda descarta aporte imediato aos Correios e discute cortes de benefícios fiscais

  • 16/12/2025 - 20h40
  • Atualizado 1 mês atrás
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que os Correios já enviaram a proposta empréstimo e plano de reestruturação que o Tesouro colocou como condição para arcar com a garantia do valor, mas descartou um aporte no momento.

“Nós estamos ultimando a análise do Tesouro para verificar a consistência do projeto e encaminhar. Também fizemos uma negociação com o ‘pool’ de bancos que estariam dispostos a entrar no financiamento dentro das regras preestabelecidas sem romper o teto”, disse Haddad em entrevista a jornalistas na sede da Fazenda.

O ministro afirmou ainda que o valor total do empréstimo pode chegar a R$12 bilhões e que um aporte direto está descartado no momento.

Em grave crise financeira, os Correios têm registrado prejuízos que pioraram os resultados das contas do governo federal neste ano porque os dados piores que o esperado demandaram uma compensação financeira pelo Tesouro. A estatal vem sendo cobrada pelo governo para que apresente um plano de reestruturação.

Cortes de benefícios

O ministro também disse que a iniciativa de realizar cortes lineares em benefícios fiscais infraconstitucionais partiu do Congresso e a pasta já enviou às duas Casas, a pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), diferentes cálculos para que parlamentares avaliem impactos da medida na peça orçamentária.

“(Motta) pediu para a Fazenda apresentar subsídios para que eles possam tomar a decisão hoje à noite, uma vez que está pautado o projeto. Nós apresentamos todos os cálculos para que eles possam tomar uma decisão para que a peça orçamentária tenha coerência e consistência, sobretudo com a meta estabelecida na LDO, de superávit primário de 0,25% (do PIB)”, afirmou.

Em entrevista a jornalistas, Haddad disse que o volume de recurso necessário para fechar a peça orçamentária está na ordem de R$20 bilhões.

(Com Reuters)

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