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Ministros das Finanças da Alemanha e França Rejeitam Ameaças Tarifárias dos EUA sobre a Groenlândia

  • 19/01/2026 - 10h21
  • Atualizado 8 meses atrás
  • 2 min de leitura

Os ministros das Finanças da Alemanha e da França disseram nesta segunda-feira que as potências europeias não serão chantageadas e que haverá uma resposta clara e unida às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas devido à Groenlândia.

Trump prometeu no sábado implementar uma onda de tarifas crescentes sobre as importações de aliados europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia, intensificando uma disputa sobre o futuro da vasta ilha ártica da Dinamarca.

“Alemanha e França concordam: Não nos permitiremos ser chantageadas”, disse o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, em seu ministério, onde se reuniu com seu colega francês.

“A chantagem entre aliados de 250 anos, a chantagem entre amigos, é obviamente inaceitável”, declarou o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, no mesmo evento.

Instrumento anticoerção sobre a mesa

Os líderes da UE devem discutir opções em uma cúpula de emergência em Bruxelas na quinta-feira. Uma opção é um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros (US$107,7 bilhões) de importações dos EUA, que poderia entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após uma suspensão de seis meses.

“Nós, europeus, precisamos deixar claro: o limite foi atingido”, disse Klingbeil. “Nossa mão está estendida, mas não estamos dispostos a ser chantageados.”

A outra opção é o até agora não testado “Instrumento Anticoerção”, que poderia limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou atividades bancárias ou restringir o comércio de serviços, no qual os EUA têm um superávit com o bloco, inclusive em serviços digitais.

Lescure afirmou que, embora o instrumento anticoerção da UE seja sobretudo um fator de dissuasão, deve ser considerado nas circunstâncias atuais.

“A França quer que examinemos essa possibilidade, esperando, é claro, que a dissuasão prevaleça”, disse Lescure. Ele acrescentou que espera que o relacionamento transatlântico volte a ser “amigável e baseado em negociação, em vez de um relacionamento baseado em ameaças e chantagens”.

Klingbeil disse que não estava interessado em uma escalada, pois isso prejudicaria as economias de ambos os lados do Atlântico.

(Com Reuters)

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