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MPF Bloqueia R$200 Milhões da Vale (VALE3) e Investiga Incidentes em Minas

  • 04/02/2026 - 13h01
  • Atualizado 6 meses atrás
  • 3 min de leitura

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça o bloqueio de R$200 milhões da Vale e a suspensão da venda ou transferência dos direitos minerários da mina de Viga, em Congonhas (MG), em uma segunda ação cautelar movida contra a mineradora desde a semana passada.

As ações foram apresentadas após os registros de extravasamento em estruturas minerárias em duas minas da companhia, após fortes chuvas registradas na região.

“A (nova) medida deve-se ao transbordamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água responsáveis por alimentar o Rio Paraopeba, causando assoreamento de córregos e danos à vegetação”, afirmou o MPF nesta quarta-feira, em nota.

Procurada para comentar sobre a nova ação, a Vale afirmou que já se manifestou nos autos e apresentará oportunamente a sua defesa, dentro do prazo legal.

Na ação anterior, o MPF pediu um bloqueio de R$1 bilhão, além da suspensão do direito de venda ou transferência da mina de Fábrica, situada entre Ouro Preto e Congonhas (MG), apontando um extravasamento nesse ativo de aproximadamente 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos, em 25 de janeiro.

“A falha nas instalações da mina de Viga, em conjunto com o ocorrido na mina de Fábrica, inaugura mais um cenário de insegurança acerca da integridade e estabilidade dos complexos minerários da Vale, tendo em vista a evidência de operação em desconformidade com as licenças obtidas, bem como o despreparo das estruturas de responsabilidade da mineradora frente ao período de chuvas”, disse o procurador da República Lauro Coelho Junior, autor da ação.

No caso da mina de Viga, o MPF afirmou que houve uma falha no controle da operação de estruturas de contenção de efluentes.

Medidas solicitadas pelo MPF

  • Bloqueio de valores.
  • Contratação de auditoria técnica independente para acompanhar obras.
  • Apresentação de relatório completo sobre a situação de estruturas semelhantes em todas as minas em Minas Gerais.

As atividades nas duas minas estão suspensas como medida preventiva. No caso da mina de Viga, a suspensão imposta pelo governo mineiro se aplica para todo o empreendimento, e na mina de Fábrica, para a cava 18.

Nova investigação

O MPF informou também nesta quarta-feira que instaurou um procedimento para investigar um possível terceiro incidente em Congonhas, desta vez de responsabilidade da mineradora CSN.

“O caso envolve o possível carreamento de sedimentos para o Rio Maranhão a partir de uma estrutura conhecida como Dique de Fraile”, disse o ministério.

O MPF afirmou que solicitou que a CSN preste informações detalhadas sobre o ocorrido e requisitou que a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e a Agência Nacional de Mineração (ANM) realizem vistorias no local para avaliar a extensão dos danos ambientais.

O objetivo, segundo o órgão, é verificar se houve falha nos sistemas de drenagem e garantir que a empresa tome as providências necessárias para correção de estruturas danificadas e reparação de eventuais danos causados.

Procurada, a CSN não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

(Com Reuters)

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