As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) oscilam próximas dos ajustes da véspera no Brasil nesta quarta-feira, que terá como principal evento do dia a decisão sobre juros do Banco Central, à noite, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries têm leve viés de baixa.
Às 9h37, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,135%, ante ajuste de 13,159% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,645%, ante o ajuste de 13,648%.
A curva de juros e o mercado de opções de Copom da B3 precificam quase 100% de probabilidade de o BC manter a taxa básica Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira, mas os agentes estarão atentos ao comunicado da decisão.
A dúvida é se o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC passará indicações sobre a possibilidade do início dos cortes da Selic em dezembro ou em janeiro, ou se seguirá sugerindo uma taxa básica estável “por período bastante prolongado”.
Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou as taxas no Brasil como “exageradamente restritivas” e defendeu uma sinalização do BC de que cortes virão à frente. A decisão do Copom será divulgada após as 18h30.
Internamente, os investidores estarão atentos ainda à possível votação, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, dos projetos de isenção do Imposto de Renda e de taxação de bets e fintechs — ambos de interesse sob o ponto de vista fiscal.
No exterior, após a onda de aversão ao risco da véspera, que conduziu a baixa dos rendimentos dos Treasuries, o viés negativo permanece nesta manhã de quarta-feira. Às 9h37, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 1 ponto-base, a 4,083%.
(Com Reuters)