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Petrobras (PETR3; PETR4) e Braskem (BRKM5) Anunciam Investimento Bilionário em Refinaria e Complexo de Energias no Rio de Janeiro

  • 03/07/2025 - 11h41
  • Atualizado 1 ano atrás
  • 4 min de leitura

A Petrobras prevê aportar R$26 bilhões na integração de atividades entre a sua refinaria em Duque de Caxias (Reduc) e o Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, ambos no Estado do Rio de Janeiro, afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard, nesta quinta-feira.

O montante é parte de um investimento total de R$33 bilhões que a Petrobras prevê em projetos de refino e petroquímica no Rio de Janeiro, sendo R$29 bilhões da petroleira e R$4 bilhões da Braskem, e que será apresentado em evento na Reduc com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira.

“A refinaria Duque de Caxias é uma refinaria que tem uma capacidade produtiva em torno de 240 mil barris por dia e que será ampliada com a ajuda desse megaprojeto”, disse Chambriard, se referindo aos planos de integração, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

Dentre as iniciativas, está prevista a ampliação da produção de diesel S-10, o mais consumido do Brasil, em 76 mil barris por dia (bpd), sendo 56 mil provenientes da troca de qualidade e 20 mil em capacidade adicional.

O projeto também prevê um aumento da capacidade de produção de querosene de aviação (QAV) em 20 mil bpd e de lubrificantes grupo II em 12 mil bpd.

Detalhes do Projeto

  • Planta dedicada de BioQAV no Complexo Boaventura, com capacidade de produção de 19 mil bpd de combustíveis renováveis (Hydrotreated Vegetable Oil – HVO e Sustainable Aviation Fuel – SAF)
  • Duas termelétricas a gás, também no complexo, para participação nos leilões de reserva de capacidade

O Boaventura (antes conhecido como Comperj) atualmente recebe gás natural do pré-sal por meio do gasoduto Rota 3 e conta ainda com a maior Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Brasil.

O projeto de engenharia das duas termelétricas para o empreendimento, com 400 MW cada, foi aprovado e as unidades aproveitarão as sinergias com a infraestrutura da UPGN.

Ainda está em estudo um projeto de rerrefino de lubrificantes da Reduc, com capacidade de 30 mil metros cúbicos por mês (6,3 mil bpd).

Com a operação do Complexo Boaventura para a produção de lubrificantes grupo II, a Reduc poderá converter unidades existentes para rerrefinar óleos usados, aplicando o conceito de economia circular para gerar produtos de alto valor a partir de resíduos. O teste de coprocessamento já foi autorizado pela reguladora ANP e está previsto para ocorrer ainda este ano.

Chambriard ressaltou que os investimentos no Rio de Janeiro atendem a expectativas do presidente Lula, que espera que a companhia contribua com o crescimento do PIB do Brasil.

“Resumindo isso tudo, nós estamos falando da criação de 38 mil postos de trabalho no Estado do Rio de Janeiro”, disse a presidente da estatal.

“Nós já estamos nessa fase de pleno emprego. Para vocês terem uma ideia, já estão faltando eletricistas, caldeireiros, soldadores, todo esse arsenal de pessoal que nós utilizamos e mobilizamos para as nossas operações”, completou.

Descarbonização na Reduc e Petroquímica

Como parte de seus planos para descarbonização do refino, a Petrobras concluiu na Reduc o teste de produção do primeiro combustível de aviação com conteúdo renovável (SAF) por coprocessamento, alcançando até 1,2% de óleo de milho na fabricação do QAV.

A autorização pela ANP, segundo a companhia, já foi emitida e a produção comercial na Reduc terá início nos próximos meses, com capacidade de até 50 mil metros cúbicos por mês (10 mil bpd).

A Petrobras planeja ainda investir R$860 milhões para modernizar uma das duas termelétricas existentes na Reduc, substituindo equipamentos obsoletos de geração de vapor e energia elétrica, além de empenhar outros R$2,4 bilhões em paradas de manutenção da refinaria até 2029.

Executivos da estatal também reiteraram aportes da Braskem de R$4,3 bilhões para ampliar sua capacidade de produção de polietileno no polo industrial da empresa em Duque de Caxias.

(Com Reuters)

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