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Taxas dos DIs Caem com Esforço do Governo para Cobrir Rombo no Orçamento e Expectativas de Inflação em Queda

  • 21/10/2025 - 17h01
  • Atualizado 12 meses atrás
  • 3 min de leitura

As taxas dos DIs fecharam a terça-feira com leves baixas ante os ajustes anteriores no Brasil, em continuidade ao movimento da véspera e em meio ao esforço do governo Lula para cobrir o rombo no Orçamento deixado pelo arquivamento da medida provisória 1303, no início do mês.

No exterior, o dia também foi de queda para os rendimentos dos Treasuries.

A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,245% no fim da tarde, em baixa de 4 pontos-base ante o ajuste de 13,285% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,67%, em queda de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,701%.

Na segunda-feira, o boletim Focus do Banco Central mostrou redução nas expectativas de inflação dos economistas do mercado para os próximos anos, enquanto a Petrobras anunciou corte de 4,9% no preço da gasolina nas refinarias.

Estes dois fatores pesaram sobre a curva brasileira na segunda-feira, em movimento que se estendeu na manhã desta terça-feira.

O mercado também esteve atento às movimentações em Brasília, onde o governo seguia em busca de uma solução para o Orçamento após o Congresso ter arquivado no início do mês a MP 1303, sobre taxação de aplicações financeiras.

Cálculos da Fazenda apontam que a MP teria impacto fiscal de R$14,8 bilhões em 2025 e de R$36,2 bilhões em 2026.

Medidas do Governo

  • Envio ao Congresso de dois projetos de lei abordando separadamente aspectos antes tratados na MP.
  • Propostas tratando do controle de gastos e da taxação de “bets” e fintechs.

Para Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, a iniciativa do governo para compensar a MP é positiva, embora os resultados sejam incertos.

“Se ele (Haddad) ignora a derrota da MP e abre mão, é pior. Então, ele faz o que é esperado, o papel dele”, comentou Tavares. “É uma sinalização positiva (a apresentação dos projetos), mas é uma promessa muito vaga. É positivo, mas é marginal”, acrescentou.

Haddad também afirmou durante a tarde que o governo está cumprindo o arcabouço fiscal e deseja entregar o Orçamento para a próxima administração já com superávit primário. Ao mesmo tempo, criticou o nível atual da taxa básica Selic, de 15% ao ano, qualificada por ele como “excessivamente restritiva”.

Neste cenário, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a mínima de 13,640% (-6 pontos-base) às 12h34, pouco depois de começarem a sair na imprensa informações sobre as articulações do governo na área fiscal.

No restante da tarde, as taxas voltaram a exibir pequenas baixas ante os ajustes da véspera.

“Não tem nenhum fato muito significativo (fazendo preço). A curva está andando meio que de lado, com redução pequena (das taxas) nos vértices de maior movimento”, resumiu Tavares, da BGC Liquidez.

Perto do fechamento da sessão a curva precificava em 100% a probabilidade de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no início de novembro.

No exterior, às 16h31 o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — caía 3 pontos-base, a 3,959%.

(Com Reuters)

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