As taxas dos DIs iniciaram a quarta-feira em leve alta no Brasil, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries cediam, com os agentes aguardando a divulgação de novos dados sobre a economia norte-americana.
Às 9h56, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,015%, ante o ajuste de 12,987% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,565%, ante o ajuste de 13,51%. O rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — caía 4 pontos-base, para 4,142%.
A ADP divulgará às 10h15 números sobre o emprego privado norte-americano, enquanto o Departamento do Trabalho dos EUA informará às 12h os dados sobre vagas abertas no país. Também às 12h saem números sobre a indústria e o setor de serviços dos EUA.
As divulgações — em especial as relacionadas ao mercado de trabalho — têm potencial para mexer com as apostas sobre a decisão do Federal Reserve no fim de janeiro sobre a taxa de juros, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%.
Probabilidades de manutenção da taxa de juros
- Nesta manhã os títulos norte-americanos precificavam 83,9% de probabilidade de manutenção da taxa em janeiro, contra 16,1% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch.
- No Brasil, as apostas pela manutenção da taxa básica no fim deste mês também seguem majoritárias. Na B3, as opções de Copom precificavam na segunda-feira — dado mais recente — 69,50% de probabilidade de manutenção da Selic em 15%, contra 23,50% de chance de corte de 25 pontos-base.
Em entrevista ao CanalGov nesta manhã, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil vão injetar R$110 bilhões na economia brasileira em 2026.
(Com Reuters)