A Europa vai tirar lições do apagão da semana passada na Espanha e em Portugal, sobre a necessidade de armazenamento de energia e investimento em redes, desaconselhando conclusões precipitadas sobre a causa do incidente.
O apagão levantou questões sobre os desafios que as redes elétricas enfrentam devido ao crescimento da energia solar e eólica, cujo fornecimento pode ser intermitente.
Analistas e autoridades do setor disseram que não havia energia estável suficiente, como gás e nuclear, disponível para fornecer energia quando ocorreu a queda.
“É um pouco surpreendente (ver) a atitude precipitada” que o apagão gerou em alguns setores, referindo-se a quem imediatamente culpou a energia renovável pela interrupção.
Era importante entender primeiro o que aconteceu na segunda-feira passada, já que as autoridades buscam analisar uma grande quantidade de dados da operadora da rede e das empresas de energia.
Baterias de grande capacidade e outros meios de armazenamento de energia, como energia hidrelétrica bombeada, ajudam a mitigar o risco de interrupções nos sistemas elétricos, e a Europa precisará avaliar como melhor utilizá-los.
Também foi destacada a necessidade de aumentar as conexões de redes, como as entre a Espanha e a França.
Incidentes Identificados
- A operadora de rede elétrica espanhola REE reduziu a origem da interrupção para dois incidentes separados de perda de geração em subestações no sudoeste da Espanha, mas ainda não identificou sua localização exata.
- A rede resistiu inicialmente a uma queda de energia no sul da Espanha 19 segundos antes do apagão, sendo afetada pelos dois incidentes subsequentes, com a perda de geração no sudoeste.
(Com Reuters)