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Projeto Tributário de Trump Enfrenta Rejeição no Congresso por Corte Insuficiente de Gastos

  • 16/05/2025 - 12h21
  • Atualizado 7 meses atrás
  • 5 min de leitura

O abrangente projeto tributário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguiu superar um obstáculo processual importante nesta sexta-feira, com republicanos linha-dura que exigem cortes de gastos mais profundos nos gastos bloqueando a medida em um raro revés político no Congresso para o presidente republicano.

A votação no Comitê de Orçamento da Câmara ocorreu apesar do apelo de Trump para que os republicanos “se unissem em prol” da legislação.

“Não precisamos de ‘EXIBIDOS’ no Partido Republicano. PAREM DE FALAR E CONCLUAM ISSO!”, disse ele em uma publicação na mídia social.

Cinco dos 21 republicanos do Comitê de Orçamento da Câmara votaram contra a proposta, avisando que devem continuar a negar apoio a menos que o presidente da Câmara, Mike Johnson, concorde com mais cortes no programa de saúde Medicaid para norte-americanos de baixa renda e com a revogação total dos cortes de impostos sobre energia verde implementados pelos democratas.

Da forma como foi redigido, o projeto de lei acrescentaria trilhões de dólares à dívida de US$ 36,2 trilhões do governo federal na próxima década.

A votação do projeto deve configurar um revés temporário para a medida em um Congresso controlado pelos republicanos de Trump que até agora não havia rejeitado nenhuma de suas propostas legislativas e pode atrasar os planos de votação no plenário da Câmara na próxima semana.

Os republicanos estão divididos entre a linha-dura, que encara o pacote como sua melhor chance de cortar gastos, e os republicanos mais moderados de distritos competitivos, que alertaram que cortes de gastos mais profundos em programas da rede de segurança social podem colocar em risco a maioria republicana da Câmara de 220 a 213 cadeiras nas eleições de meio de mandato de 2026.

O presidente do Comitê de Orçamento da Câmara, Jodey Arrington, enfatizou a importância da legislação para os eleitores que escolheram Trump para a Casa Branca e deram ao partido o controle total do Congresso em novembro passado.

“Eles querem políticas de bom senso. E querem de todos nós um compromisso de colocar os Estados Unidos e os americanos em primeiro lugar. Vamos dar às pessoas aquilo em que elas votaram”, disse o republicano do Texas.

CHEQUES

  • Os deputados republicanos Norman, Chip Roy, Andrew Clyde, Josh Brecheen e Lloyd Smucker juntaram-se aos democratas do comitê para votar contra a medida.
  • “Estamos preenchendo cheques que não podemos pagar e nossos filhos pagarão o preço. Portanto, sou contra esse projeto de lei, a menos que sejam feitas reformas sérias”, disse Roy, do Texas, ao comitê.
  • Os parlamentares esperam chegar a um acordo com Johnson para alterar o projeto de lei durante o fim de semana.
  • Roy, Norman, Clyde e Brecheen são membros do ultraconservador House Freedom Caucus, que mais tarde disse em uma postagem na mídia social: “Não vamos a lugar nenhum e continuaremos a trabalhar durante o fim de semana”.
  • Smucker disse que seu voto “não”, alterado de um “sim” inicial, foi uma manobra parlamentar destinada a garantir que a medida possa ser retomada assim que Johnson conseguir um acordo. Smucker manteve a esperança de uma nova votação na segunda-feira.

Se aprovada, a medida deve estender os cortes de impostos aprovados durante o primeiro mandato de Trump. O Comitê Tributário Conjunto bipartidário do Congresso estima que os cortes de impostos custariam US$ 3,72 trilhões ao longo de uma década.

Trump chamou a atenção para medidas que incluem a redução de impostos sobre gorjetas e horas extras que, segundo os republicanos, serviriam de estímulo para a classe trabalhadora, enquanto críticos afirmam que o projeto de lei vai oferecer mais benefícios aos ricos.

Ao condenar a legislação, os democratas avaliaram o projeto como um veículo para conceder reduções de impostos a bilionários, ao mesmo tempo em que citaram uma projeção de pesquisadores independentes do Congresso, alertando que os cortes propostos para o Medicaid e para o seguro de saúde privado subsidiado pelo governo federal, disponível por meio do “Obamacare”, poderiam levar 8,6 milhões de norte-americanos a perder a cobertura de saúde.

“Nenhum outro projeto de lei anterior, nenhum outro evento anterior fez com que tantos milhões de norte-americanos perdessem seu plano de saúde. Nem mesmo a Grande Depressão”, disse o deputado Brendan Boyle, principal democrata do comitê.

Os republicanos estão divididos entre três vertentes: os moderados de Estados liderados por democratas que querem aumentar a dedução federal para impostos estaduais e locais; os linha-dura que exige que uma dedução maior seja compensada por cortes mais profundos no Medicaid e pela revogação total dos créditos fiscais de energia verde; e outros moderados determinados a minimizar os cortes no Medicaid.

A proposta impõe requisitos de trabalho ao Medicaid a partir de 2029. A linha-dura quer que esses requisitos comecem imediatamente e pediu uma redução drástica nas contribuições federais para os benefícios do Medicaid disponíveis para as pessoas da classe trabalhadora por meio do Obamacare, opção veementemente rejeitada pelos moderados republicanos.

(Com Reuters)

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