A União Europeia adiará a implementação de sua lei antidesmatamento pela segunda vez, postergando por mais um ano a proibição de importações de commodities, como o óleo de palma, ligadas à destruição de florestas.
Bruxelas já havia adiado a lei em um ano após reclamações de indústrias e parceiros comerciais, incluindo o Brasil, a Indonésia e a administração do então presidente dos EUA, Joe Biden.
O adiamento da implementação da lei foi necessário para lidar com preocupações sobre os grandes volumes de informações que precisam ser inseridos no sistema de tecnologia da informação para aplicar a lei, e que isso não estava relacionado às preocupações dos Estados Unidos sobre a política.
Prosseguir com o lançamento da política, que proíbe a importação de commodities, como soja, carne bovina e cacau, ligadas à destruição de florestas, sem abordar o sistema de TI, pode causar transtornos às empresas e cadeias de suprimentos da UE.
“Estamos preocupados com o sistema de TI, dada a quantidade de informações que colocamos no sistema. E é por isso que buscaremos, com os colegisladores, um adiamento de um ano. E isso, é claro, também nos dará tempo para analisar os diferentes riscos”, foi afirmado.
“Há muitas informações provenientes do setor e das empresas em um curto período de tempo. Essa é a sobrecarga que vemos como um risco, e é por isso que precisamos desse tempo extra para ver como podemos resolver isso”, foi acrescentado.
Discutir-se-á as próximas etapas com o Parlamento Europeu e os Estados membros da UE, que devem aprovar o atraso.
(Com Reuters)