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Wall Street Alerta para Possível Queda nos Mercados de Ações em Meio a Avaliações Altas; Morgan Stanley (MS) e Goldman Sachs (GS) em Foco

  • 04/11/2025 - 13h41
  • Atualizado 2 meses atrás
  • 4 min de leitura

Presidentes-executivos de gigantes de Wall Street, como Morgan Stanley e Goldman Sachs, alertaram nesta terça-feira que os mercados de ações podem estar caminhando para uma queda, ressaltando as crescentes preocupações com as avaliações altíssimas.

Os receios de uma bolha de mercado surgem no momento em que o índice de referência S&P 500 continua sua ascensão meteórica, atingindo repetidamente recordes históricos e evocando memórias do boom da internet.

“Devemos acolher a possibilidade de haver reduções de 10% a 15% que não sejam impulsionadas por algum tipo de efeito de colapso macroeconômico”, disse Ted Pick, presidente-executivo do Morgan Stanley, na Cúpula Global de Investimentos de Líderes Financeiros, em Hong Kong.

Até agora, os mercados têm ignorado em grande parte as preocupações com a inflação, as elevadas taxas de juros, a incerteza política decorrente da dinâmica comercial em constante mudança e a paralisação do governo dos EUA, que já dura cinco semanas.

“Quando esses ciclos acontecem, as coisas podem se manter por um período. Mas existem fatores que mudam o sentimento do mercado e provocam quedas, ou alteram a perspectiva sobre a trajetória de crescimento, e nenhum de nós é inteligente o suficiente para prevê-los até que de fato ocorram”, disse o presidente-executivo do Goldman Sachs, David Solomon, na cúpula.

Mercados dos EUA caem

Os principais índices de Wall Street caíam nesta terça-feira, enquanto o VIX — índice de volatilidade da bolsa norte-americana, conhecido como “medidor do medo” — pairava próximo da sua máxima em duas semanas.

“Os múltiplos do setor de tecnologia estão saturados”, disse Solomon, acrescentando, porém, que o mesmo não se aplica ao mercado em geral.

Suas observações refletem o sentimento entre executivos experientes de Wall Street, que acompanham de perto as tendências do mercado.

No mês passado, o presidente-executivo do gigante bancário JPMorgan Chase, Jamie Dimon, havia alertado para um risco elevado de uma correção significativa no mercado de ações dos EUA nos próximos seis meses a dois anos.

“Estou muito mais preocupado com isso do que com os outros”, disse Dimon, segundo a BBC, acrescentando que havia “muitas coisas por aí” criando uma atmosfera de incerteza, apontando para fatores de risco, incluindo tensões geopolíticas, gastos fiscais e remilitarização global.

No início desta semana, os codiretores de investimento do fundo de hedge Bridgewater Associates afirmaram que os investidores estão ignorando os crescentes riscos.

IA: Boom ou bolha?

O crescente entusiasmo pela IA generativa tem gerado comparações com a bolha da internet, à medida que investidores injetam bilhões em empresas de tecnologia em meio a avaliações altíssimas e expectativas de crescimento.

“Às vezes, vemos bolhas”, publicou Michael Burry, gestor de fundos de hedge conhecido por sua aposta pessimista no mercado imobiliário norte-americano antes da crise de 2008, na rede social X, na semana passada, junto com uma foto de seu personagem no filme “A Grande Aposta”.

Em setembro, o Citigroup afirmou que espera que os gastos com infraestrutura relacionada à IA por parte das gigantes da tecnologia ultrapassem US$2,8 trilhões até 2029, valor superior aos US$2,3 trilhões estimados anteriormente.

O frenesi é evidente em todas as negociações corporativas. Na segunda-feira, a OpenAI assinou um acordo de sete anos, no valor de US$38 bilhões, para adquirir serviços de nuvem da Amazon.com.

A bolha das empresas ponto-com no final da década de 1990 foi alimentada por investimentos especulativos em companhias baseadas na internet. Isso levou a uma alta nas avaliações das ações de tecnologia, que acabaram por entrar em colapso em 2000, eliminando trilhões em valor de mercado.

Ainda assim, alguns analistas afirmam que o atual boom da IA difere da era da bolha da internet, uma vez que as empresas líderes que o impulsionam são sustentadas por lucros sólidos e um desempenho comercial tangível.

No mês passado, a Nvidia fez história como a primeira empresa a atingir um valor de mercado de US$5 trilhões.

(Com Reuters)

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