Gafisa atinge 8,8% em índice de alavancagem no 2T20

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Gafisa atinge 8,8% em índice de alavancagem no 2T20 Foto: Divulgação Gafisa atinge 8,8% em índice de alavancagem no 2T20

Mesmo diante dos desafios impostos pela pandemia da COVID-19, a Gafisa, referência brasileira no mercado imobiliário, segue focada em seu novo ciclo de crescimento e reportou neste 2T20 indicadores positivos em relação ao trimestre anterior, sinalizando mais otimismo. De acordo com os resultados financeiros divulgados ontem (11), entre os meses de abril e junho, a companhia permaneceu com uma margem bruta acima de 35%, sem custo financeiro, assim como a margem Resultados a Apropriar (REF), o que indica que a companhia está sob níveis saudáveis, permitindo uma melhora sustentada e consistente.

Durante o segundo trimestre, a Gafisa obteve a aprovação de aumento de capital, trazendo R$ 259,7 milhões ao caixa da empresa, valor este que permitiu a constante melhora de seu balanço e desalavancagem. Vale acrescentar que, em pouco mais de um ano, a Gafisa saiu de uma Dívida Líquida/Patrimônio Líquido de 162% no 1T19 para os atuais 8,8% no 2T20.

De acordo com o vice-presidente de Finanças e Gestão da Gafisa, Ian Andrade, parte do aumento de capital aprovado foi direcionado para a aquisição da Upcon. Recentemente, a empresa conquistou a aprovação de um novo capital, no valor de até R$ 390 milhões.

No trimestre, a incorporadora entregou quatro empreendimentos, com VGV R$543 milhões. A companhia acredita que 2020 será um ano marcado pelo grande volume de entregas, chegando a um total de oito empreendimentos, que correspondem a 1.350 unidades e VGV de R$765 milhões. A capacidade de entrega da companhia para este ano já pode ser observada, já que, deste volume, 67% já foram entregues.

No que se refere às vendas, a companhia observou uma tendência de crescimento no fim do 2T20. Tal comportamento se refletiu nas vendas em julho, período com o melhor desempenho mensal dos últimos 18 meses. A reorganização da equipe de vendas, o Gafisa Vendas, levou a um incremento de 6,8% nas vendas brutas, em relação ao 1T20. Em contrapartida, o menor número de opções disponíveis para vendas, levando em conta que a empresa lançou o seu último empreendimento no 4T18, resultou em uma diminuição de 52,9% nas vendas brutas, ante o 2T19.

Lançamentos

Depois de concluir o processo de reestruturação no primeiro trimestre de 2020, a Gafisa trabalhava com a expectativa de retomar os lançamentos no 2T20. No entanto, diante do cenário da pandemia, a Administração decidiu adiar alguns projetos. “Atualmente, temos três empreendimentos em fase de pré-lançamento, que devem ser lançados ainda no terceiro trimestre, com um VGV estimado de R$ 288 milhões”, completa Andrade.

Para realizar estes lançamentos, a Gafisa elegeu ativos diferenciados em regiões nobres na capital paulista - Jardins, Perdizes e Moema – e desenvolveu projetos exclusivos. Já no Rio de janeiro, o destaque foi a aquisição da última área disponível na Avenida Delfim Moreira, no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. “Neste terreno desenvolvemos um projeto com VGV estimado de R$ 197 milhões, investimento que simboliza o retorno da Gafisa para o mercado carioca e representa o primeiro passo para a realização de mais um empreendimento icônico da companhia”, completa Guilherme Benevides, Vice Presidente de Operações. Outra conquista foi a aquisição de terreno na Vila Mariana, em São Paulo, com VGV previsto de R$ 116 milhões para o lançamento em julho.

“Podemos dizer que temos diversos empreendimentos para lançar nos próximos meses, auxiliados também pela consolidação dos projetos da Upcon”, ressalta o vice-presidente de Operações. A Gafisa conta, ainda, com um VGV estimado de R$3,9 bilhões em seu banco de terrenos, o que corresponde a 33 projetos/fases potenciais e 7.142 unidades.

Já o VSO (Vendas Sobre Oferta) foi de 2,3% no segundo trimestre, o que representa uma diminuição de 0,9 p.p., em relação ao 1T20, e de 2,7 p.p., sobre o 2T19. A empresa avalia que este indicador deverá ser melhorado, considerando a retomada de lançamentos, que, além de comercializar novos produtos, tem por hábito gerar impacto positivo na venda das unidades em estoque, cujo giro subiu de 59 meses para 73 meses, nos últimos 12 meses, devido à ausência de lançamentos e aos impactos da pandemia.

Em relação aos distratos, a empresa registrou R$ 21,5 milhões neste indicador, valor 112,6% maior do que o 1T20 – justificado, em parte, pelo maior número de entregas do período e pelo cenário da COVID-19 – e menor 32% em relação ao mesmo período do ano anterior – explicado pelos esforços implementados a partir da reestruturação da empresa e pelas consequentes negociações junto aos clientes, melhora na análise de crédito dos potenciais compradores e maior confiança dos clientes na companhia.

(Redação - Investimentos e Notícias)