Nexa registra US$ 2,3 bilhões em receita líquida consolidada

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Nexa registra US$ 2,3 bilhões em receita líquida consolidada Foto: Divulgação

A Nexa, uma das maiores produtoras mundiais de zinco, encerrou o ano de 2019 com US$ 2,3 bilhões de receita líquida consolidada, compensando parte da redução dos preços de metais básicos no mercado internacional com aumento de seus volumes comercializados. No ano anterior, a receita líquida consolidada foi de US$ 2,5 bilhões.

Em 2019, a empresa também atingiu as expectativas de produção e venda de metais, em linha com as projeções divulgadas anteriormente ao mercado. Foram produzidas 361 mil toneladas de zinco, 38 mil toneladas de cobre, 51 mil toneladas de chumbo, 8,9 milhões de onças de prata e 22 mil onças de ouro. Ao longo dos 12 meses, as vendas de zinco metálico e óxido de zinco cresceram 1%, alcançando 621 mil toneladas.

Frente aos menores preços dos metais e ao aumento de custos operacionais, o EBITDA ajustado da Nexa, excluindo gastos não recorrentes, foi de US$ 402 milhões em 2019 contra US$ 605 milhões no exercício anterior, quando foi registrado R$ 34 milhões de créditos tributários. O resultado líquido da empresa, por sua vez, foi negativo em US$ 159 milhões, principalmente em razão de perdas por efeitos contábeis não caixa (impairment) no valor de US$ 142 milhões durante o terceiro trimestre. No período, o endividamento líquido da empresa manteve-se em patamares confortáveis, abaixo de 2x o EBITDA ajustado. Outro destaque é que a empresa decidiu distribuir US$ 50 milhões em dividendos com base no balanço estatutário, a serem pagos em 30 de março, seguindo o seu compromisso de gerar retorno aos seus acionistas.

'Seguimos atentos às mudanças do cenário global e, para fazer frente a um mundo cada vez mais desafiador, lançamos o Programa Jeito Nexa em 2019. O objetivo é buscar não apenas a melhora da eficiência de nossas operações e a maximização dos retornos, mas também transformar a nossa cultura empresarial. Acreditamos que a transformação operacional e de nossa cultura permitirão construir a mineração do futuro.', afirma o CEO da Nexa, Tito Martins. Até o final de 2019, foram implementadas iniciativas em diversas áreas da empresa que devem gerar um aumento de, pelo menos, US$ 120 milhões ao EBITDA anualizado até 2021.

Segundo o CEO da Nexa, Tito Martins, 'temos um portfólio único de ativos na América Latina: operamos a maior mina subterrânea de zinco (Cerro Lindo) e a maior metalúrgica das Américas (Cajamarquilla), o que nos posiciona de forma estratégica para capturar as melhores oportunidades na região da América Latina. Somos o quarto maior produtor de zinco no mundo e estamos em plena construção de uma mina subterrânea de classe mundial, o projeto Aripuanã, no Estado do Mato Grosso. Em relação às perspectivas de mercado, continuamos otimistas a respeito dos fundamentos do mercado e expectativas de longo prazo para zinco e cobre e, frente a isso, nossa estratégia está mantida.' O Peru, pais onde está localizada 70% da produção da mineração da Nexa (zinco equivalente), é o segundo maior produtor de zinco do mundo atualmente.

No quarto trimestre de 2019, a Nexa registrou receita líquida consolidada de US$ 586 milhões, em linha com o mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado, excluindo gastos não recorrentes, foi de US$ 90 milhões, ao passo que, no quarto trimestre de 2018, havia sido de US$ 131 milhões, valor que incluiu um crédito fiscal de US$ 34 milhões. De setembro a dezembro, o resultado líquido da empresa foi negativo em US$ 3 milhões.

Em relação aos seus principais investimentos em andamento, destaca-se o projeto Aripuanã (MT), voltado para a produção de zinco e chumbo, que entrará em operação no próximo ano. Atualmente, cerca de 1,4 mil pessoas trabalham em sua implementação e 28% das obras já estavam concluídas ao final de 2019. O projeto, porém, está atrasado frente ao seu cronograma original devido a fatores externos, incluindo condições climáticas, atraso na atualização da ponte pública local e nos estudos detalhados de engenharia. A empresa está trabalhando em um novo cronograma de execução e espera ter um relatório final durante o 2T2020. Além disso, a Nexa também está revisando o tempo de ramp up da operação de 12 meses e espera acelerar esse período em comparação com as estimativas iniciais.

Em Vazante (MG), o projeto de tratamento de resíduo a seco foi concluído e iniciou a operação no segundo trimestre de 2019. Como resultado, cerca de 60% dos rejeitos da Nexa já não são dispostos em barragens. Também em Vazante foi dando andamento ao aprofundamento da mina, investimento que segue de acordo com o planejado.

(Redação - Investimentos e Notícias)