Terra Santa tem prejuízo bruto de R$ 44,2 mi no 4T20

  •  
Terra Santa tem prejuízo bruto de R$ 44,2 mi no 4T20 Foto: Divulgação.

Em 2020, a operação da Terra Santa Agro apresentou sólido desempenho, alcançando o maior EBITDA Ajustado de sua história, que totalizou R$ 222,5 milhões, com crescimento de 48,3% em relação a 2019, segundo informações da companhia.

 

Os bons resultados operacionais da safra 2019/20, com recordes de produtividades das culturas de soja e algodão, aliado à desvalorização cambial que impactou positivamente os preços de venda, gerou um EBITDA Ajustado de R$ 261,8 milhões, contra um EBITDA Ajustado de R$ 176,3 milhões, acumulado referente à safra 2018/19 até dezembro de 2019.

O endividamento da companhia, apesar do forte resultado operacional, não apresentou redução entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020. A contrapartida foi um aumento na conta de estoque de algodão (algodão em caroço, algodão em pluma, caroço e fibrilha), mensurado em R$ 261,0 milhões em dezembro de 2020, contra R$ 183,5 milhões em dezembro de 2019.

No 4T20, a Receita Líquida da Companhia foi impactada quase em sua totalidade pelas receitas advindas da safra 2019/20, que totalizou R$ 220,2 milhões, valor 77,7% superior à receita líquida da safra 2018/19 registrada no 4T19.

Com relação à safra 2020/21, a receita foi de R$ 1,2 milhão, contra uma receita de R$ 34,0 milhões provenientes da safra 2019/20 registradas no 4T19, fruto da avaliação do ativo biológico da soja.

No 4T20, a Companhia apresentou um prejuízo bruto de R$ 44,2 milhões, sendo R$2,5 milhões positivos provenientes da safra 2018/19, R$ 47,9 milhões negativos provenientes da safra 2019/20 e R$ 1,2 milhão positivo proveniente da safra 2020/21 impactado,em grande parte,pela reciclagem do hedge accounting para o resultado no 4T20.

No 4T20, a empresa registrou prejuízo de R$ 43,4 milhões, contra um prejuízo de R$ 72,6 milhões no 4T19. O resultado líquido no 4T20 foi influenciado negativamente pela reciclagem do hedge accounting no período (R$ 38,2 milhões), aliado a um resultado financeiro negativo fortemente impactado pela variação cambial passiva do período.

O 4T20, o EBITDA apresentado pela Companhia foi negativo em R$30,8 milhões (R$ 2,5 milhões positivos provenientes da safra 2018/19 R$ 32,9 milhões negativos provenientes da safra 2019/20 e R$ 0,4 milhão negativo provenientes da safra 2020/21), contra R$ 58,6 milhões positivos no 4T19 (R$ 51,3 milhões negativos provenientes da safra 2018/19e R$ 7,3 milhões negativos provenientes da safra 2019/20).


A partir do 2T18, a Companhia passou a demonstrar o EBITDA Ajustado excluindo os efeitos do hedge accounting, as provisões não recorrentes e considerando ainda a variação cambial operacional e derivativos. No 4T20, o EBITDA Ajustado foi de R$ 18,7 milhões (R$ 2,5 milhões positivos provenientes da safra 2018/19, R$ 33,7 milhões negativos provenientes da safra 2019/20e R$ 12,4 milhões positivos provenientes da safra 2020/21), contra R$ 3,4 milhões positivos no 4T19 (R$ 23,4 milhões negativos provenientes da safra 2018/19 e R$ 26,8 milhões positivos provenientes da safra 2019/20.

Além disso, a empresa também registrou uma receita operacional de R$ 2,9 milhões ante uma despesa operacional de R$ 44,4 milhões no 4T19. As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 8,1 milhões no 4T20, valor 11,8% inferior ao 4T19, resultado principalmente da redução das despesas com pessoal em R$ 1,1 milhão fruto, principalmente, de gastos incorridos com a mudança do escritório corporativo do Mato Grosso de Nova Mutum para Cuiabá no 4T19. As outras receitas (despesas) operacionais apresentaram resultado positivo de R$ 14,6 milhões no 4T20, em comparação a um valor negativo de R$31,6 milhões no 4T19.