Vendas e rentabilidade são destaques do Grupo Carrefour Brasil no 1T21

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Vendas e rentabilidade são destaques do Grupo Carrefour Brasil no 1T21 Foto: Divulgação Vendas e rentabilidade são destaques do Grupo Carrefour Brasil no 1T21

Mesmo com os desafios propostos pela pandemia de Covid-19, o Grupo Carrefour Brasil obteve resultado positivo em mais um trimestre. A empresa registrou crescimento de vendas de 15,1% (sem gasolina) no 1T21 em comparação com o mesmo período de 2020, superando os 11,2% do mercado (de acordo com a Nielsen), totalizando R$ 18,1 bilhões em vendas totais no trimestre.

“Esse crescimento é reflexo da estratégia do Grupo de otimizar seu ecossistema e manter uma competitividade sustentável, com controle de custos, presença nacional sólida e aprimoramentos operacionais online e offline, de forma a estimular a jornada e frequência do cliente em todos os formatos”, explica Sebastien Durchon, CFO do Grupo Carrefour Brasil.

As despesas VG&A do 1T21 somaram R$ 2,2 bilhões, representando 13,2% das vendas líquidas no primeiro trimestre (0,8 p.p. abaixo do 1T20). O lucro bruto do período foi de R$ 3,2 bilhões, com crescimento de 4% a.a (margem de 19,8%,), impulsionado pelo crescimento de vendas do Atacadão e do Varejo. Já o EBITDA ajustado foi de R$ 1,1 bilhão, com margem de 6,7%.

No 1T21, as vendas do Grupo Carrefour Brasil em base LfL cresceram 11,6% (sem gasolina), um forte desempenho no ambiente atual em comparação com o crescimento LfL do mercado de 5,5% (Nielsen). Isso foi suportado pelo crescimento de dois dígitos do Atacadão, de 12,9%, e pelo crescimento de 8,6% do Carrefour Varejo.

Além disso, a estratégia de expansão nos formatos de Atacado e Proximidade nos últimos 12 meses adicionou mais 4,2% de crescimento, com a abertura de 9 lojas de atacado de autosserviço (das quais 5 foram conversões Makro) e 1 loja de proximidade. O Grupo chegou a 732 lojas no final de março de 2021.

O período também foi marcado por um crescimento acelerado do Banco Carrefour, e até acima das nossas expectativas, preparando o caminho para uma forte melhoria do desempenho financeiro durante o ano. A área de negócios financeiros registrou faturamento bruto de R$ 10,8 bilhões, representando um aumento de 19,9% a.a.

Outra contribuição relevante foi do negócio Carrefour Property, que impulsionou outras receitas do trimestre em R$ 495 milhões com o projeto Alto das Nações, o empreendimento imobiliário de Pinheiros, em São Paulo, levando o lucro líquido reportado em R$ 923 milhões.

Para Noël Prioux, CEO do Grupo Carrefour Brasil, os resultados positivos trimestre a trimestre mostram a posição sólida da companhia, mesmo diante do cenário desafiador. “Em todas as frentes de negócio, acompanhamos as oportunidades de reduzir custos e melhorar o serviço e a interface com os clientes. Com isso, conseguimos manter nossa missão de entregar alimentos de qualidade a preços acessíveis ao consumidor, mesmo no cenário desafiador de um ano de pandemia, onde a inflação alimentar é três vezes maior do que a taxa oficial de inflação do país.”

Carrefour
O lucro bruto do Carrefour Varejo no 1T21 foi de R$ 1,1 bilhão – 23,4% das vendas líquidas – um aumento de 3,7% a/a, além de um forte crescimento de 25,4% a/a do EBITDA Ajustado, que atingiu R$ 267 milhões.

Suportado por uma operação relevante tanto nos canais online quanto offline.,as vendas LfL cresceram 9,3%– 8,6% (sem gasolina) –, alcançando R$5,4 bilhões no 1T21. Tanto a parte de produtos alimentares, quanto a de não-alimentares foram positivas, alcançando 7,1% e 11,1% de crescimento LfL, respectivamente.

O hipermercado, pelo quarto trimestre consecutivo, superou o mercado e registrou um crescimento acumulado de 21% em um período de dois anos. Ambas as estratégias estão ligadas aos esforços para impulsionar melhorias estruturais na eficiência operacional do Carrefour e levaram a 2,4 p.p. de ganhos de diluição de DVG&A (despesas administrativas) no multiformato em dois anos.

O programa de fidelidade Minhas Recompensas terminou o 1T21 com 1,9 milhão de usuários ativos e mais de 500 mil clientes atingindo a meta de compras mais alta e desafiadora (“terceira moeda”), acelerando a receita e, consequentemente, a absorção das despesas VG&A.

O online se destaca em mais um período. A venda de alimentos pelos canais digitais cresceu 140,1% e multiplicou em 8 vezes o seu tamanho em apenas dois anos, enquanto o não-alimentar cresceu cerca de 13% (16,4% incluindo o marketplace). O GMV (volume de mercadorias) total cresceu 34,9% (incluindo entrega rápida), impulsionado pelo e-commerce alimentar.

Os produtos de marca própria, que permitem que os clientes substituam itens tradicionais por produtos novos, de qualidade e até 30% mais baratos que similares concorrentes, corresponderam a 14,9% do total de vendas líquidas de alimentos no trimestre, especialmente por conta de um ambiente de inflação elevada.

Além disso, o NPS se manteve acima da média de 2020, demonstrando uma melhor percepção dos clientes para realizarem compras no ecossistema da empresa.

Atacadão
Em um período de 2 anos, o crescimento das vendas do Atacadão atingiu 33,5% e, já neste trimestre, a receita bruta da rede atingiu R$ 12,7 bilhões, impulsionada pelo crescimento de dois dígitos de LfL (12,9%).

O plano de expansão segue em curso acelerado. A empresa encerrou o 1T21 com 245 lojas (incluindo 30 atacados de entrega), após a abertura de 9 lojas no período, incluindo a conversão de 5 lojas do Makro e totalizando 11 lojas convertidas até o momento. A expectativa é inaugurar 45 novas lojas em 2021 (incluindo as conversões do Makro), o que deve resultar em uma contribuição relevante para o crescimento de cerca de 10-12% nos próximos trimestres.

A aceleração da expansão impactou as despesas VG&A no trimestre, levando o indicador a R$ 948 milhões. Por outro lado, a eficiente gestão de custos manteve o DVG&A como % das vendas líquidas estável em relação ao ano anterior, em 8,2%. Com isso, o lucro bruto aumentou 13% no trimestre, totalizando R$ 1,7 bilhão, e o EBITDA Ajustado atingiu R$ 755 milhões no trimestre, 8,6% superior ao 1T20, com margem de 6,6%.

As vendas do e-commerce da rede cresceram 45% sequencialmente, representando 2% do faturamento das 60 lojas em que o serviço está disponível, parte por conta da parceria com serviços de entrega rápida em 13 estados e pela boa performance do canal.

Banco Carrefour
Impulsionado pelas contribuições dos cartões de crédito Carrefour e Atacadão – com crescimento de 14,5% e 32,6%, respectivamente – e pela retomada de empréstimos pessoais, o o faturamento do Banco Carrefour cresceu 19,9%, totalizando R$10,8 bilhões.

No período, houve uma aceleração na abertura de novas contas, com aumento de 34% em comparação com aquelas adicionadas no 1T20, e o portfólio de crédito total continuou com sólido desempenho, encerrando o 1T21 em R$13,9 bilhões, crescimento de 17,1%.

A taxa de inadimplência (non performing loans) alcançaram nível mais baixo em comparação com o ano passado. O indicador de empréstimos vencidos acima de 90 dias atingiu o nível mais baixo de todos os tempos do Banco Carrefour, em 7,9%, e ainda houve uma melhora dos empréstimos vencidos acima de 30 dias na comparação anual, permanecendo no mesmo nível do 4T20.

A receita operacional líquida foi de R$ 755 milhões, enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$ 144 milhões, atingindo um lucro líquido de R$ 63 milhões no 1T21.

Carrefour Property
O empreendimento imobiliário Alto das Nações, anunciado no 4T20, impulsionou o lucro líquido reportado do 1T21 com uma receita de R$ 495 milhões. Este projeto é o primeiro passo para o uso otimizado dos ativos imobiliários do Grupo, de forma a fortalecer o ecossistema e gerar valor com o mínimo de investimentos, com complexos multiuso.

(Redação - Investimentos e Notícias)