O Brasil anunciará nesta terça-feira um investimento de US$1 bilhão no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), um mecanismo multilateral de financiamento proposto pelo país para apoiar a conservação de florestas ameaçadas em todo o mundo, segundo duas pessoas com conhecimento dos planos informaram à Reuters.
O investimento será anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, em um evento das Nações Unidas, em Nova York, tornando o Brasil o primeiro país a contribuir para o fundo florestal.
A medida visa obter mais contribuições tanto de economias ricas quanto de economias em desenvolvimento, que têm divergências sobre o financiamento da política climática global.
A intenção do governo brasileiro, segundo fontes, é mostrar que o Brasil tem confiança nos resultados da ideia que está apresentando e vai “praticar o que está pregando”. O país, além de investidor, está entre os 72 que podem receber recursos do fundo.
O governo brasileiro negocia aportes já com diversos países, tanto desenvolvidos quanto emergentes. Em julho, durante reunião do Brics no Rio de Janeiro, o ministro das Finanças da China, Lan Foan, disse ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que seu país faria um dos aportes iniciais ao fundo, como mostrou a Reuters.
Outros emergentes, como os Emirados Árabes Unidos, também já demonstraram interesse, enquanto Alemanha, Noruega e Reino Unido, que participam da formulação do TFFF, também já falam em fazer aportes. Segundo as fontes, governo brasileiro ouviu que facilitaria a atração de recursos dos demais parceiros se o próprio Brasil fizesse um investimento próprio.
Detalhes do Fundo TFFF
- Os formuladores de políticas planejam o TFFF como um fundo de US$125 bilhões que combina contribuições de fundos soberanos e do setor privado, administrado como um fundo de dotação que paga aos países estipêndios anuais com base na quantidade de suas florestas tropicais que permanecem em pé.
- Mas, para atingir essa meta ambiciosa, o Brasil precisa que governos e grandes instituições filantrópicas contribuam com os primeiros US$25 bilhões, o que poderia atrair outros US$100 bilhões de investidores privados, segundo estimativas preliminares.
(Com Reuters)