A confiança das empresas da Alemanha subiu mais do que o esperado em junho, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, marcando potencialmente um ponto de inflexão para a maior economia da Europa, uma vez que a redução dos custos de empréstimos e um pacote fiscal do governo aumentam a confiança.
O Instituto Ifo disse que seu índice de clima de negócios subiu para 88,4 em junho, de 87,5 em maio, acima da leitura de 88,2 prevista por analistas, com o setor de serviços apresentando a melhora mais forte.
“A economia alemã está lentamente ganhando confiança”, disse o presidente do Ifo, Clemens Fuest.
Um salto no índice de expectativas, de 89,0 para 90,7, foi responsável pela maior parte da melhora, que Joerg Kraemer, economista-chefe do Commerzbank, atribuiu principalmente ao enorme pacote fiscal do novo governo e à queda da taxa de juros da zona do euro.
“O sexto aumento consecutivo no clima de negócios do Ifo é um sinal claro de que a baixa econômica ficou para trás”, disse Kraemer.
A Alemanha foi o único país do G7 a não registrar crescimento econômico nos últimos dois anos, e sua economia corre o risco de sofrer outra contração devido às tarifas implementadas ou ameaçadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O novo governo está tentando evitar isso com um pacote de redução de impostos de 46 bilhões de euros e outras medidas.
A avaliação do Ifo sobre a situação atual melhorou apenas marginalmente, passando de 86,1 para 86,2 em junho.
Alexander Krueger, economista do banco Hauck Aufhaeuser Lampe, culpou o fraco resultado do índice de condições atuais em parte pela volatilidade do Oriente Médio, que nas últimas semanas tem testemunhado uma guerra aérea entre Israel e Irã e ataques dos EUA às instalações nucleares iranianas.
“É óbvio que os eventos no Oriente Médio pesaram sobre a confiança”, disse Krueger.
(Com Reuters)