Eleição Holandesa: Teste para a Extrema-Direita e o Futuro do Nacionalismo Anti-Imigração na Europa - Investimentos e Notícias Eleição Holandesa: Teste para a Extrema-Direita e o Futuro do Nacionalismo Anti-Imigração na Europa - Investimentos e Notícias
Política

Eleição Holandesa: Teste para a Extrema-Direita e o Futuro do Nacionalismo Anti-Imigração na Europa

  • 29/10/2025 - 11h06
  • Atualizado 10 meses atrás
  • 4 min de leitura

Os eleitores holandeses votam nesta quarta-feira em pleito em que terão que escolher entre a continuidade do nacionalismo anti-imigração de Geert Wilders, que derrubou a coalizão conservadora que estava no poder depois de dois anos conflituosos, ou um retorno ao centro.

Com os partidos nacionalistas liderando as pesquisas na Reino Unido, França e Alemanha, a eleição legislativa holandesa é um teste para saber se a extrema-direita ainda consegue expandir seu alcance ou se já atingiu o ápice em algumas partes da Europa.

Pesquisas de opinião mostram que a liderança do Partido da Liberdade (PVV) de Wilders, que já foi considerável, desmoronou, com concorrentes da direita e da esquerda dominantes praticamente empatados com o admirador do presidente dos EUA, Donald Trump.

“Minha mensagem para todos é que, se concorrermos com plataformas positivas (…) é possível derrotar os populistas e trabalhar em conjunto com os partidos médios e centristas para obter resultados reais”, disse Rob Jetten, líder de 38 anos do partido centrista D66, após votar.

Os principais partidos tradicionais, incluindo os Democratas Cristãos e o VVD, de centro-direita, e o D66, que ganhou popularidade nas últimas semanas, disseram que não entrariam em uma coalizão com Wilders e seu partido PVV. Isso significa que Wilders provavelmente não será primeiro-ministro, a menos que vença por uma margem inesperadamente ampla.

A primeira pesquisa de boca-de-urna, que historicamente tem se mostrado precisa, será divulgada quando a votação terminar às 21 horas.

Eleições Cada Vez Mais Imprevisíveis

As eleições holandesas têm se tornado cada vez mais imprevisíveis e a formação de coalizões estáveis é uma tarefa árdua que pode levar semanas ou meses.

As pesquisas de opinião mostraram que quase metade do eleitorado ainda estava indeciso dias antes da votação.

“Acho que a principal questão é se conseguiremos vencer o populismo”, disse o líder democrata-cristão Henri Bontenbal após votar.

Wilders, um dos líderes populistas a mais tempo em atividade na Europa, é conhecido por sua posição anti-Islã e vive sob proteção constante devido a ameaças de morte. Ele propõe economizar recursos negando todos os pedidos de asilo – o que violaria os tratados da UE -, enviando refugiados ucranianos do sexo masculino de volta à Ucrânia e interrompendo a ajuda ao desenvolvimento para financiar benefícios de energia e saúde.

Wilders levou seu partido a um surpreendente primeiro lugar na eleição anterior, em 2023, e formou uma coalizão totalmente conservadora, embora seus parceiros tenham se recusado a apoiá-lo como primeiro-ministro. Ele derrubou o governo em junho, o que levou à eleição antecipada, devido à recusa do mesmo em adotar suas medidas anti-refugiados de linha dura.

“Estou esperando um bom resultado. Para o meu partido, é importante que haja um bom comparecimento, que muitas pessoas votem”, disse Wilders na quarta-feira.

Eleitores Divididos

Em Volendam, uma cidade pesqueira próxima a Amsterdã e reduto de Wilders, alguns moradores locais disseram no início da semana que estavam torcendo pela vitória de Wilders.

  • “Precisamos ser capazes de cuidar de nós mesmos, e é por isso que estou votando no PVV. Nosso próprio povo em primeiro lugar”, disse Jaap Schilder, 40 anos, dono de uma peixaria e político local.

O PVV de Wilders viu parte de seu apoio ser desviado pelos Democratas Cristãos, cujo novo líder, Bontenbal, está fazendo campanha com base em uma promessa de estabilidade governamental e valores tradicionais.

Analistas dizem que o apoio cada vez menor a Wilders reflete a frustração dos eleitores com as caóticas brigas internas na última coalizão. Seus elogios efusivos à liderança de Trump e à vontade percebida do presidente dos EUA de testar os limites da democracia norte-americana também incomodam alguns eleitores.

Depois de votar na prefeitura de Haia, Janne van Holland, de 21 anos, disse: “Votei no D66 porque, para mim, o clima, mas também a educação, são importantes.”

“E também porque espero que o PVV não se torne o maior (partido).”

(Com Reuters)

Política

Trump Defende Direito de Proteção Militar à Base de Diego Garcia em Acordo com Reino Unido

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que se reservava o direito de “proteger militarmente” a base aérea conjunta Diego Garcia se acordos futuros ameaçassem o acesso norte-americano, após conversas “produtivas” com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. No mês passado, Trump criticou o acordo de 2025 do Reino Unido para ceder a […]

Política

Trump Declara Apoio ao Primeiro-Ministro Húngaro Viktor Orbán Antes das Eleições de Abril

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira seu apoio ao primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán antes das eleições de 12 de abril naquele país, referindo-se ao aliado de “um líder verdadeiramente forte e poderoso” em uma publicação nas redes sociais. “As relações entre a Hungria e os Estados Unidos alcançaram novos patamares de […]

Política

Pesquisa Genial/Quaest Exclui Tarcísio de Freitas da Corrida Presidencial em Favor de Flávio Bolsonaro

Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro será divulgada no dia 11 de fevereiro, desta vez sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato ao Palácio do Planalto, mostrou nesta quinta-feira o registro do levantamento junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como parte do […]