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Eleição na Bolívia: Segundo Turno Marca Mudança Política e Aproximação com os EUA

  • 19/10/2025 - 12h45
  • Atualizado 2 meses atrás
  • 3 min de leitura

Eleitores bolivianos vão às urnas neste domingo para o segundo turno de uma eleição que marca rejeição decisiva ao governo socialista e uma provável mudança na política externa com uma aproximação dos Estados Unidos, após décadas de relações geladas.

As seções de votação foram abertas às 8h, horário local, e fecham às 16h, com resultados iniciais previstos para depois das 21h. O vencedor assumirá o cargo em 8 de novembro.

A disputa coloca o senador centrista Rodrigo Paz contra o ex-presidente conservador Jorge “Tuto” Quiroga. Ambos prometeram fortalecer os laços diplomáticos com Washington — tensos desde 2009 — e buscar apoio financeiro dos EUA para estabilizar a frágil economia boliviana.

O segundo turno entre dois candidatos pró-mercado e de origens privilegiadas sinaliza uma mudança histórica para a Bolívia, após duas décadas de domínio do partido esquerdista Movimento ao Socialismo (MAS), fundado por Evo Morales e outrora apoiado pela maioria indígena do país.

Para alguns eleitores, os dois candidatos fazem eco aos governos conservadores da década de 1990, que defendiam a privatização e relações estreitas com os Estados Unidos. Morales, que assumiu o poder em 2006 e foi o primeiro líder indígena da Bolívia, buscou alianças com Cuba, Venezuela e Rússia, e nacionalizou o setor de petróleo e gás.

“Essa eleição marca um ponto de inflexão política”, disse Glaeldys González Calanche, analista para os Andes do Sul do International Crisis Group. Independentemente do resultado, “a Bolívia está caminhando em uma nova direção”, avaliou.

Quiroga prometeu uma “mudança radical”, incluindo cortes profundos nos gastos públicos e o fechamento ou privatização de empresas estatais deficitárias. Paz é a favor de uma abordagem mais gradual, mantendo os programas sociais para os pobres e promovendo o crescimento do setor privado.

Pesquisas de opinião mostram Quiroga com uma vantagem. Uma pesquisa da Ipsos de setembro lhe deu 47% de apoio contra 39% de Paz, embora Paz tenha superado as expectativas no primeiro turno, em agosto.

No final de setembro, Paz anunciou planos para um acordo de cooperação econômica no valor de US$1,5 bilhão com autoridades dos EUA para garantir o fornecimento de combustível, enquanto Quiroga está pressionando por um resgate internacional de US$12 bilhões apoiado por credores multilaterais.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta semana que ambos “querem relações mais fortes e melhores com os Estados Unidos”, após décadas de liderança antiamericana. “Esta eleição é uma oportunidade transformadora”, disse ele na quarta-feira.

(Com Reuters)

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