Kim Keon Hee, esposa do ex-presidente deposto da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol, foi indiciada por suborno e outras acusações, informou uma equipe especial de promotores na sexta-feira, em meio a uma investigação cada vez mais ampla sobre a crise da lei marcial no país e os escândalos envolvendo o outrora poderoso casal.
Tanto Yoon quanto Kim foram presos e estão na cadeia, sendo que Yoon já está sendo julgado por acusações que incluem insurreição após sua destituição em abril por causa de uma tentativa fracassada de impor a lei marcial em dezembro.
O casal está sendo investigado separadamente por promotores especiais nomeados após a remoção de Yoon do cargo e desde que o presidente Lee Jae Myung assumiu o cargo no início de junho.
Após o indiciamento, Kim pediu desculpas por causar preocupações e disse que não daria “nenhuma desculpa” e enfrentaria o julgamento.
“Assim como a luz da Lua brilha na noite mais escura, eu também suportarei esse momento, olhando para minha verdade e meu coração”, afirmou Kim em uma declaração transmitida por seus advogados, que não abordou as acusações específicas contra ela.
Acusações contra Kim
- Fraude com ações
- Suspeita de suborno envolvendo empresários
- Envolvimento de figuras religiosas
- Relação com um poderoso corretor político
A ex-primeira-dama foi alvo de vários escândalos de alto nível, alguns datando de mais de 15 anos, que ofuscaram a turbulenta presidência de Yoon e infligiram danos políticos a ele e a seu partido conservador.
(Com Reuters)