A ex-chefe de política externa da União Europeia Federica Mogherini e duas outras pessoas foram formalmente acusadas de fraude e corrupção em licitações, conflito de interesses e violação de sigilo profissional, informou a Procuradoria Pública Europeia (EPPO) na quarta-feira.
Os três indivíduos foram detidos na terça-feira como parte de uma investigação de fraude da UE e agora foram liberados enquanto a investigação está em andamento, disse a EPPO, acrescentando que eles não foram considerados um risco de fuga.
A EPPO se referiu aos outros dois suspeitos como um membro sênior da equipe do Colégio da Europa em Bruges e um funcionário sênior da Comissão Europeia. Três fontes disseram à Reuters que um dos detidos foi o diplomata sênior da UE Stefano Sannino.
Nem Mogherini nem Sannino puderam ser contatados para comentar o assunto.
“Todas as pessoas são presumidas inocentes até que a culpa seja provada pelos tribunais belgas competentes”, disse a EPPO.
Mogherini foi a alta representante da UE para política externa e de segurança e chefe de seu serviço diplomático de 2014 a 2019. Ela se tornou reitora do Colégio da Europa em 2020.
De acordo com a EPPO, a investigação diz respeito a “suspeita de fraude relacionada ao treinamento financiado pela UE para diplomatas juniores”.
Mogherini e Sannino, ambos de nacionalidade italiana, são bem conhecidos nos círculos diplomáticos de Bruxelas, e a notícia de suas detenções causou um choque na comunidade da UE.
(Com Reuters)