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Política

Ex-presidente do INSS é Preso por Propina em Esquema de Descontos Indevidos a Aposentados

  • 13/11/2025 - 12h25
  • Atualizado 1 mês atrás
  • 3 min de leitura

Preso pela Polícia Federal em uma nova fase da Operação Sem Desconto, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto recebia propina mensal de R$250 mil para defender interesses de empresa envolvida no esquema de descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas, informou decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Segundo a decisão, que citou a investigação da PF, Stefanutto já estava envolvido com o grupo criminoso desde a época em que era procurador-chefe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Ficou claro que, em troca de sua influência, Stefanutto recebia propinas recorrentes, utilizando diversas empresas de fachada para ocultar os valores (Lavagem de Dinheiro), como Stelo Advogados e Associados, Delicia Italiana Pizzas e Moinhos Imobiliária”, afirmou o ministro na decisão.

“O valor mensal de sua propina aumentou significativamente para R$250 mil após assumir a presidência do INSS”, destacou o documento.

A detenção de Stefanutto, que dirigiu o órgão entre junho de 2023 e abril de 2025, foi noticiada inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada com duas fontes da PF com conhecimento do caso.

Detalhes da Operação Sem Desconto

  • A nova fase da Operação Sem Desconto, uma ação conjunta da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), cumpre 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diferentes da prisão em 13 Estados e no Distrito Federal, segundo comunicado da polícia.
  • “Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, disse a PF.

Em nota à imprensa, a defesa de Stefanutto considerou sua prisão “completamente ilegal”. Afirmou que não teve acesso ao teor da decisão que determinou a detenção e que busca informações “para tomar as providências necessárias”.

A defesa diz ainda que “segue confiante, diante dos fatos, de que comprovará a inocência dele ao final dos procedimentos relacionados ao caso”.

Procurado, o INSS não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Em setembro, a PF já havia prendido um suspeito de articular o esquema de cobranças indevidas a aposentados do INSS. As investigações indicam que esse suspeito movimentou R$12,2 milhões em contas bancárias em pouco mais de quatro meses.

O escândalo das cobranças não autorizadas levou à queda do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, e à abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional.

(Com Reuters)

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