Israel foi autorizado a participar do Festival Eurovisão da Canção de 2026 nesta quinta-feira, depois que o órgão organizador decidiu não convocar uma votação sobre sua participação, apesar das ameaças de boicote de alguns países por causa da guerra em Gaza.
Imediatamente após o anúncio, a emissora holandesa Avrotros disse que se retiraria do concurso, o que significa que a Holanda não participará da competição que atrai milhões de espectadores em todo o mundo.
Não houve comentários imediatos por parte da Espanha e de outras emissoras nacionais que ameaçaram boicotar o evento se Israel fosse incluído, citando a contagem de mortos em Gaza e acusando o país de desrespeitar as regras destinadas a proteger a neutralidade do concurso.
A União Europeia de Radiodifusão (EBU) disse que os membros apoiaram as novas regras destinadas a desencorajar governos e terceiros de promover canções de forma desproporcional para influenciar os eleitores, após alegações de que Israel impulsionou injustamente sua participante este ano.
“Essa votação significa que todos os membros da EBU que desejarem participar do Festival Eurovisão da Canção de 2026 e concordarem em cumprir as novas regras são elegíveis para participar”, disse a EBU.
A questão dividiu fortemente os participantes da competição, que tem um histórico de envolvimento em rivalidades nacionais, questões internacionais e votações políticas.
A emissora holandesa disse ter concluído “que, nas atuais circunstâncias, a participação não pode ser conciliada com os valores públicos que são fundamentais para a nossa organização”.
A Alemanha, um dos principais apoiadores da Eurovisão, havia dito que não participaria se Israel fosse impedido. Israel, que ficou em segundo lugar no concurso deste ano, não respondeu às acusações, mas argumentou que está enfrentando uma campanha global de difamação.
Antes da decisão, a emissora pública israelense KAN disse que estava se preparando para o concurso do próximo ano.
(Com Reuters)