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Política

Líbano Apoia Plano do Exército para Desarmar Hezbollah em Meio a Tensões com Israel

  • 05/09/2025 - 17h25
  • Atualizado 12 meses atrás
  • 3 min de leitura

O gabinete do Líbano acolheu nesta sexta-feira um plano do Exército para desarmar o Hezbollah e disse que as Forças Armadas começariam a executá-lo, sem estabelecer um prazo para a implementação e alertando que o exército tem capacidades limitadas.

O desarmamento do Hezbollah, tema que divide opiniões no país, assumiu o centro das atenções no Líbano desde a guerra devastadora do ano passado com Israel, que derrubou um equilíbrio de poder há muito dominado pelo grupo muçulmano xiita apoiado pelo Irã.

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita, assim como os que se opõem ao Hezbollah no Líbano — principalmente cristãos e sunitas –, reforçaram os pedidos para que o grupo abandone as armas.

Mas o Hezbollah reagiu, dizendo que seria um grave passo em falso até mesmo discutir o desarmamento enquanto Israel continua com seus ataques aéreos no Líbano e ocupa grandes extensões de território no sul. Quatro pessoas foram mortas em ataques israelenses na quarta-feira.

Nesta sexta-feira, o gabinete do Líbano se reuniu por três horas, ocasião em que foi apresentado o plano pelo comandante do Exército Rodolphe Haykal.

Todos os cinco ministros xiitas do gabinete deixaram a sessão em protesto assim que Haykal entrou na sala.

O ministro da Informação libanês, Paul Morcos, disse a jornalistas após a reunião que o governo recebeu bem o plano, mas não chegou a dizer que o gabinete o havia aprovado formalmente.

Segundo ele, o Exército deve começar a implementar o plano de acordo com suas capacidades “limitadas” de logística, material e pessoal, o que pode exigir “mais tempo (e) mais esforço”.

Haykal informou os ministros sobre as “limitações” enfrentadas pelo Exército, sendo a principal delas os contínuos ataques de Israel ao território libanês, de acordo com Morcos.

Ele disse ainda que Israel ainda não havia demonstrado nenhum compromisso com o roteiro dos EUA que visa desarmar o Hezbollah em troca da suspensão das operações militares israelenses no Líbano, aprovado pelo gabinete no mês passado.

“Dessa forma, o Líbano esclarece que qualquer progresso no sentido de implementar o documento continua dependendo do compromisso das outras partes, principalmente de Israel”, disse Morcos.

Na semana passada, Israel sinalizou que reduziria sua presença militar no sul do Líbano se o Exército tomasse medidas para desarmar o Hezbollah.

(Com Reuters)

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