Líderes europeus e outros líderes ocidentais disseram no sábado que um plano de paz dos EUA é base para as negociações para acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia, mas precisa de “trabalho adicional”, parte dos esforços ocidentais para conseguir um acordo melhor para Kiev antes do prazo de quinta-feira.
Reunidos à margem de uma cúpula do G20, os líderes europeus e de outros países ocidentais buscaram apresentar uma resposta coordenada à exigência do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a Ucrânia aceite seu plano de paz de 28 pontos com a Rússia até quinta-feira.
O plano dos EUA, que endossa as principais demandas russas, foi recebido com críticas comedidas em muitas capitais europeias, com os líderes tentando equilibrar os elogios a Trump por tentar acabar com o conflito, mas também reconhecendo que, para Kiev, alguns dos termos de sua proposta são desagradáveis.
Elementos Importantes do Plano
- “O esboço inicial do plano de 28 pontos inclui elementos importantes que serão essenciais para uma paz justa e duradoura”, disseram líderes da União Europeia e de Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Holanda, Espanha, Finlândia, Itália, Japão e Noruega.
- “Acreditamos, portanto, que o esboço é uma base que exigirá trabalho adicional”, disseram eles em um comunicado.
Os líderes se reuniram depois que o presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou na sexta-feira que seu país enfrentava a opção de perder sua dignidade e liberdade ou o apoio de Washington em relação ao plano. Ele apelou para a unidade dos ucranianos, prometendo nunca trair a Ucrânia.
Esse sinal levou os líderes europeus a se unirem.
Uma fonte do governo alemão disse que eles se reuniram em uma sala em Johanesburgo chamada “leão” e que os líderes haviam adotado o “espírito” do animal nas negociações para chegar a um acordo sobre uma maneira de tentar garantir um acordo melhor para a Ucrânia.
Enquanto os líderes agiam para apresentar uma resposta coordenada ao plano de paz de Trump, a Ucrânia disse que manteria conversações com autoridades norte-americanas de alto escalão na Suíça para acabar com a invasão em grande escala da Rússia na Ucrânia, que já está em seu quarto ano.
“A Ucrânia nunca será um obstáculo à paz, e os representantes do Estado ucraniano defenderão os interesses legítimos do povo ucraniano e os fundamentos da segurança europeia”, afirmou um comunicado da Presidência ucraniana.
Zelenskiy acrescentou em um discurso: “Trata-se de muito mais do que os pontos específicos deste ou daquele documento. Devemos garantir que em nenhum lugar da Europa ou do mundo prevaleça o princípio de que crimes contra pessoas e a humanidade, contra Estados e nações, possam ser recompensados e perdoados.”
(Com Reuters)