O número de servidores federais dos Estados Unidos demitidos como resultado da paralisação do governo foi revisado para baixo nesta terça-feira, sugerindo que a declaração inicial do governo Trump sobre cortes radicais de empregos foi superestimada.
O governo Trump demitiu 4.108 funcionários desde 1º de outubro, dia do início da paralisação do governo dos EUA, apontou declaração apresentada nesta terça-feira no tribunal pelo Departamento de Justiça dos EUA. Na semana passada, em um outro processo judicial, o departamento havia estimado que o número era de pelo menos 4.278.
Os cortes correspondem a uma fração da força de trabalho do governo dos EUA. As agências dos EUA empregavam cerca de 2 milhões de civis no início do governo Trump.
O presidente Donald Trump atribuiu os cortes à paralisação do governo dos EUA, já que Trump e os parlamentares não chegaram a um acordo sobre um plano de gastos para as agências federais.
Trump tenta pressionar os democratas a aceitarem seu plano de gastos, demitindo funcionários federais e cortando programas que ele considera favorecidos pelos democratas.
Histórico de Paralisações do Governo Federal
- Desde 1981, os EUA já tiveram 15 paralisações do governo federal.
- Nenhum presidente havia procurado usar uma paralisação como base para demissões em larga escala.
Espera-se que os cortes interrompam operações do governo, inclusive investigações de surtos de doenças.
Sindicatos de servidores federais buscaram a Justiça para anular as demissões. A lei proíbe que agências dos EUA realizem funções sem financiamento aprovado pelo Congresso. Há algumas exceções, inclusive para fins de segurança nacional e serviços essenciais para proteger a vida e a propriedade.
Segundo os sindicatos, a implementação de demissões não é um serviço essencial que possa ser realizado durante o fechamento do governo. A paralisação não justifica cortes em massa de empregos porque a maioria dos funcionários federais foi dispensada sem remuneração, disseram as entidades sindicais.
Um juiz federal deverá julgar o caso em 15 de outubro.
(Com Reuters)